ESCOLA BÍBLICA SABATINA PROTESTANTE ADVENTISTA DO AVIVAMENTO.
TEMA: OS QUATRO ANIMAIS E O CHIFRE PEQUENO.
VERSO ÁUREO: Com certeza Adonai, o SENHOR Soberano, não realizará nada sobre a terra sem primeiro revelar o seu desígnio aos seus servos escolhidos, os profetas. (Amós, 3:7)
INTRODUÇÃO: Sejam todos bem-vindos à nossa Escola Bíblica Sabatina Protestante Adventista do Avivamento.
Durante as próximas semanas, mergulharemos em um dos estudos proféticos mais impressionantes de toda a Palavra de Deus: "Os Quatro Animais e o Chifre Pequeno", revelado ao profeta Daniel no capítulo 7.
Há mais de dois mil e quinhentos anos, Deus abriu diante de Daniel o panorama da história mundial. Reinos se levantariam, impérios cairiam, poderes políticos e religiosos surgiriam, mas acima de tudo uma verdade permaneceria inabalável: Deus continua soberano sobre a história da humanidade.
Ao estudarmos o leão, o urso, o leopardo e o terrível quarto animal, perceberemos que a profecia bíblica não é uma coleção de mistérios sem explicação, mas uma demonstração extraordinária de que o Senhor conhece o fim desde o princípio. Cada detalhe revelado ao profeta cumpriu-se com impressionante exatidão, fortalecendo nossa confiança nas Escrituras Sagradas.
Também examinaremos a profecia do chifre pequeno, um tema que desperta grande interesse entre os estudiosos da Bíblia e que nos conduz a importantes reflexões sobre fidelidade, verdade, perseguição religiosa e o grande conflito entre Cristo e Satanás.
Entretanto, este estudo não tem como objetivo apenas ampliar nosso conhecimento profético. Seu propósito maior é aproximar-nos de Deus, fortalecer nossa fé, despertar nossa vigilância espiritual e preparar-nos para os acontecimentos finais que antecedem a gloriosa volta de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Em meio aos reinos humanos, às guerras, às perseguições e aos poderes que tentaram se exaltar acima do Altíssimo, a mensagem central de Daniel 7 permanece viva: Deus está no controle. Seu trono permanece firme. Seu juízo é justo. Seu Reino é eterno.
Que o Espírito Santo ilumine nossa mente, fortaleça nosso entendimento e grave em nosso coração as verdades que estudaremos. Que cada lição nos conduza a uma experiência mais profunda com Cristo, o Filho do Homem, que em breve receberá o Reino eterno e compartilhará Sua vitória com todos os santos do Altíssimo.
Que este estudo seja uma fonte de crescimento espiritual, renovação da fé e preparo para encontrarmos o nosso Senhor em Sua breve e gloriosa volta.
"Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre, de eternidade em eternidade." (Daniel 7:18)
001- As 4 Bestas de Daniel, capítulo 7
Neste estudo apresentaremos uma importantíssima visão que Deus enviou ao profeta Daniel que nos fará entender grandes profecias relatadas no livro de Apocalipse. O entendimento desta visão nos trará respostas a uma questão que tem chamado a atenção de muitas pessoas: Por que tantas religiões se Deus é um só? Qual o motivo desta verdadeira […]
002- Neste estudo apresentaremos uma importantíssima visão que Deus enviou ao profeta Daniel que nos fará entender grandes profecias relatadas no livro de Apocalipse. O entendimento desta visão nos trará respostas a uma questão que tem chamado a atenção de muitas pessoas: Por que tantas religiões se Deus é um só? Qual o motivo desta verdadeira confusão religiosa que temos visto em nosso dia-a-dia?
003- A visão que mencionamos está relatada em Daniel no capítulo 7 (ler o capítulo todo – ler também Daniel 2). Daniel, em sonho, viu que quatro ventos (guerras – Jeremias 51:1-5) agitavam o grande mar (povos) e quatro animais (reinos) diferentes uns dos outros subiram deste mar. Para confirmar na Bíblia o significado destes e de outros símbolos, baixe a tabela de conversão profética, aqui.
1. Leão com duas grandes asas de águia
2. Urso com três costelas em sua boca
3. Leopardo com 4 cabeças e 4 asas
4. Animal terrível, espantoso e muito violento com dentes de ferro e 10 chifres.
004- As visões relatadas nestes dois capítulos (2 e 7) indicam que quatro impérios haveriam de dominar o mundo. A comprovação histórica destes acontecimentos, impressionam pela precisão da veracidade profética, pois tudo aconteceu nos mínimos detalhes, previstos há centenas e milhares de anos antes.
Leão com duas asas (Daniel 7:4)
(Babilônia – 605 a 539 aC)
005- O primeiro animal representa o reino de Babilônia cujo rei mais conhecido foi Nabucodonozor. Em Daniel 2 este reino é representado pela cabeça de ouro da estátua que o rei viu em sonhos, por ter sido considerado o reino mais rico de todos os tempos. O leão é considerado o rei dos animais e a águia, a rainha das aves. Este animal é um leão que tem asas de águia, representando rapidez de conquista. Mas, diz a profecia, que suas asas seriam arrancadas, ou seja, seu poder lhe seria retirado.
Urso com 3 costelas na boca (Daniel 7:5)
(Medo-Pérsia – 538 a 331 aC)
006- Representa o segundo império mundial, o Império Medo Persa. Ouve uma união entre a média e a Persa, e assim eles conquistaram o mundo tirando o poder de Babilônia, penetrando em seus muros no espaço aberto por onde entrava um rio que haviam desviado o curso. Representado pelo peito e braços de prata na estátua do capítulo 2, este reino de muita crueldade, com diz o texto “...Levanta-te, devora muita carne.” Por isso as três costelas em sua boca pela voracidade na conquista da Líbia, Egito e Babilônia. Quando diz que um dos seus lados se levantou primeiro quer dizer que a Pérsia se destacou primeiramente e depois eles se uniram criaram mais força e dominaram o mundo.
Leopardo com 4 asas e 4 cabeças (Daniel 7:6)
(Grécia – 331 a 168 aC)
007- Se o leão tinha duas asas representando a rapidez de suas conquistas o que não dizer do terceiro império. A rapidez de conquista do leopardo seria muito maior. As quatro asas a rapidez das conquistas. Foi a rapidez com que o jovem Alexandre (o Grande), o grande estrategista militar que con-quisou o mundo com suas armas de bronze representado na estátua pelo ventre e coxas de bronze. Muito jovem, porém Alexandre, depois de uma noite de muita orgia e bebedeira morreu, sendo sido substituído por seus quatro generais: Cassandro, Lisímaco, Ptolomeu e Seleuco. Por isso as quatro cabeças vistas por Daniel neste animal. Percebemos com isto, a riqueza dos detalhes que a profecia apresenta. Os símbolos descritos há milhares de anos, aconteceu exatamente como o previsto.
Animal terrível e espantoso com dentes de ferro e 10 chifres (Daniel 7:7)
(Roma – 168 aC a 476 dC)
008- Este animal causou especial espanto em Daniel, por isso o chamou de terrível e espantoso. Muito violento. Com seus dentes de ferro despedaçava e devorava suas vítimas. Este reino teria também muita concentração de poder, por isso os dez chifres. Em Daniel 2 é representado na estátua pelas pernas de ferro. Foi no período do império romano que nasceu Jesus. Somente mencionar seus imperadores: Cesar, Herodes e Nero, vem à mente imagens de muita violência e crueldade. Mais uma vez a história comprova a veracidade da profecia.
009- Na visão deste animal, Daniel faz menção especial aos 10 chifres (10 dedos dos pés da estátua), que na história representam as 10 nações que originaram a Europa: Anglos (Inglaterra) - Burgundos (Suíça) - Francos (França) - Germanos (Alemanha) - Hérulos (Sul da Itália) - Lombardos (Norte da Itália) - Ostrogodos (Áustria) - Suevos (Portugal) - Vândalos (Sul da Espanha) - Visigodos (Norte da Espanha). Em sua visão (Daniel 7:8-11) mais um chifre surgiu entre aqueles dez arrancando com isso três para dar lugar a este que começou pequeno mas, se engrandeceu muito, com um aspecto bastante assustador, pois tinha olhos e boca de homem e falava com arrogância proferindo blasfêmias.
010- Chifre Notável ou Ponta Pequena
Qual será o significado deste animal e o que represente este chifre notável? O que isto tem a ver com a minha fé e a minha vida? Daniel também teve esta curiosidade (Daniel 7:19-20). A verdade sobre este animal irá surpreendê-lo também.
011- Em Daniel 7: 23 lemos: “Então ele [o anjo] disse: O quarto animal será um quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços.” A história mais uma vez comprova que o império romano realmente arrasou a terra. Por isso na estátua do capitulo 2 este reino é representado pelas pernas de ferro. Metal associado à violência, cadeias, etc. Foi nessa época, com a finalidade de encontrar o recém-nascido Jesus, que Herodes mandou matar todas as criancinhas abaixo de dois anos de idade.
012- A continuação do relato profético revela, além do aspecto político [Roma pagã - o animal], um forte aspecto religioso, principalmente no que diz respeito ao chifre [Roma cristã] que surgiu dentre os dez, derrubando com isso três deles. O texto revela uma lista de intenções e realizações que este chifre [poder] faria [e fez] revelando assim a estratégia satânica em se estabelecer, como um poder, em oposição a Deus (baseado em: Daniel 7, Daniel 8 e Apocalipse 18):
013- Devorará toda a terra (um objetivo global);
014- Fará a terra em pedaços;
015- Pisar a terra aos pés;
016- Fará guerra aos santos (de acordo com Apocalipse 14:12, santos são aqueles que guardam os 10 mandamentos);
017- Proferirá palavras contra o Altíssimo (o Altíssimo é o próprio Deus);
018- Magoará os santos do Altíssimo;
019- Cuidará em mudar os tempos e a lei (cuidariam em pisar na verdade dos 10 Mandamentos, mudando-a);
020- Engrandecerá até o Príncipe do Exército (atentariam contra a vida de Jesus – o Príncipe);
021- Jogará a verdade por terra (Daniel 8:12)
(Deus – Jesus – Espírito Santo – A Bíblia – os 10 Mandamentos)Isto aconteceu no passado, acontece ainda hoje e continuará acontecendo no futuro;
022- Causará estupendas destruições (Daniel 8:25-26);
023- Prosperará e fará o que lhe aprouver;
024- Destruirá os poderosos e o povo santo (perseguição religiosa – inquisição – morte aos cristãos no fogo)
025- Fará prosperar o engano;
026- Destruirá a muitos que vivem despreocupadamente (Daniel 8:25-26)
027- Você tem se preocupado com a sua salvação? Você tem buscado o conhecimento da Palavra de Deus? Ou você tem vivido despreocupadamente, como muitos, não dando importância à s questões religiosas. Se for esta a sua situação, não viva mais assim. Comece agora a se preocupar com a sua salvação. Estude a Bíblia. Relacione-se mais intimamente com Deus.
028- PARTE 02: O CHIFRE PEQUENO.
Estamos iniciando o exame de um dos mais excitantes e emocionantes capítulos da Bíblia. A mensagem básica de Daniel 7 é que Deus passa a confirmar ao profeta Daniel tudo o que havia mostrado a Nabucodonosor (capítulo 2), ou seja, os acontecimentos vindouros, compreendidos desde o reino babilônico até a segunda vinda gloriosa de nosso Senhor Jesus Cristo e o estabelecimento do Reino Milenar Messiânico. No capítulo 7, no entanto, além de dar mais detalhes sobre aqueles impérios mundanos do ponto de vista político e militar que se sucederiam, Deus acrescenta um fato novo: o surgimento de um poder religioso que haveria de perseguir e tentar extinguir os santos do Altíssimo. A grande certeza expressa na Palavra de Deus é que em breve este poder, em toda a sua abrangência, perderá o seu domínio e será destruído. Na vitória final, o filho do homem (Jesus Cristo) é o instrumento indispensável e é por meio dEle que Seu povo herdará o reino eterno. Este é o clímax do estudo do capítulo 7 de Daniel. A visão de todos esses acontecimentos foi dada a Daniel, segundo dados históricos, em 553 a.C., considerado como sendo o “primeiro ano de Belsazar, rei de Babilônia.” (Daniel 7:1). O rei Nabucodonosor havia falecido há nove anos. O próprio Daniel tinha aproximadamente a idade de 70 anos. Devemos lembrar que a queda de Babilônia (capítulo 5) e sua experiência na cova dos leões (capítulo 6) ainda se encontravam no futuro, pois os capítulos de Daniel não estão em ordem cronológica. Entretanto, cinqüenta e um anos haviam decorrido desde o sonho tido por Nabucodonosor, relatado no capítulo 2. O relevante é que Daniel 7 é uma profecia poderosa, cheia de verdades importantes para o nosso tempo. Os grandes eventos da história mundial têm seguido fielmente a profecia com uma precisão extraordinária.
029- II – A VISÃO DE DANIEL
O profeta Daniel relata a sua visão: “Eu estava olhando, numa visão noturna, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o Mar Grande. E quatro grandes animais, diferentes uns dos outros, subiam do mar. O primeiro era como leão, e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, e foi levantado da terra, e posto em dois pés como um homem; e foi-lhe dado um coração de homem. Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou de um lado, tendo na boca três costelas entre os seus dentes; e foi-lhe dito assim: Levanta-te, devora muita carne. Depois disto, continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha nas costas quatro asas de ave; tinha também este animal quatro cabeças; e foi-lhe dado domínio. Depois disto, eu continuava olhando, em visões noturnas, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres.” Daniel 7:1-7.
030- De acordo com o relato bíblico, o profeta Daniel viu subindo do Mar Grande, quatro grandes animais. É importante observar que o mar estava sendo agitado pelos quatro ventos do céu quando estes quatro animais apareceram. Os quatro ventos que agitaram o Mar Grande (Daniel 7:2) significam lutas, guerras e comoções (Jeremias 49:36 e 37). Os reinos surgiram e ruíram como resultado das guerras. Mar e águas, nas profecias, representam povos, multidões, nações e línguas (Isaías 17:12 e 13; Jeremias 47:1 e 2; Apocalipse 17:15). Nesta profecia, ao ser mencionado o “Mar Grande” (atualmente conhecido por Mar Mediterrâneo), Deus queria também chamar a atenção quanto à localização geográfica onde ocorreriam esses conflitos. Os quatro ventos soprando sobre o mar simbolizam destruição, conflitos e guerras entre a humanidade. Eles sopraram sobre povos, nações e dessas guerras entre os homens surgiram quatro grandes bestas ou monarquias, que tiveram seu período de domínio uma após outra.
031- III – OS QUATRO ANIMAIS E SEUS SIGNIFICADOS
Eram quatro os animais que o profeta Daniel viu em visão subindo do mar: o leão, o urso, o leopardo e o animal terrível e espantoso. O profeta ficou espantado diante do que vira e pedindo explicações, foi-lhe dito que os quatro grandes animais simbolizavam quatro reinos poderosos que se levantariam sucessivamente (Daniel 7:17), sendo eles respectivamente: Babilônia, Medo-Persa, Grécia e Roma.
032- A visão que Daniel teve no capítulo 7, no que diz respeito aos reinos, é paralela ao sonho que Nabucodonosor teve no capítulo 2, aproximadamente 51 anos antes.
033- 1) LEÃO – O PRIMEIRO IMPÉRIO
034- O Império Babilônico, representado na grande estátua pela cabeça de ouro (Daniel 2:32), é apropriadamente representado aqui por um leão, o primeiro desses quatro grandes animais (Daniel 7:4). O profeta Jeremias se refere à Babilônia como um leão (Jeremias 4:6 e 7). Os símbolos de Babilônia são todos superlativos: O ouro (uma representação de Babilônia, conforme Daniel 2:38) é o mais precioso dentre todos os metais; o leão é o rei dos animais; a águia é o rei do ar. A Babilônia foi um reino rico e poderoso. Exerceu o seu domínio de 606 a 538 a.C. Quanto às asas de águia sem dúvida denotam a rapidez com que Babilônia estendeu suas conquistas sob o reinado de Nabucodonosor. Ao lhe serem arrancadas as asas, lembre-se do que aconteceu com Nabucodonosor (Daniel 4:33 e 34).
035- 2) URSO – O SEGUNDO IMPÉRIO
036- O Império Medo-Persa, simbolizado na grande estátua pelo peito e braços de prata (Daniel 2:32 e 39), é aqui representado pelo segundo animal, semelhante a um urso. Dominou de 538 a 331 a.C. O animal tinha três costelas na boca, simbolizando a conquista de três reinos: Babilônia, Egito e Lídia, que deram grande poder aos persas. A profecia indica que o urso se “levantou de um lado”. A história confirma que, apesar de os Medos e Persas terem se unido nas batalhas, os Persas eram mais fortes. Uma outra referência quanto a esta desigualdade de forças, nós encontramos registrado em Daniel 8:3, onde diz que o carneiro tinha dois chifres. Eles eram altos, mas um era mais alto do que o outro. O carneiro representava a Medo-Persa (Daniel 8:20).
037- 3) LEOPARDO – O TERCEIRO IMPÉRIO
038- A Grécia é simbolizada na grande estátua pelo ventre e coxas de bronze Daniel 2:32 e 39). Este poderoso Império é aqui representado pelo terceiro animal, semelhante a um leopardo. A própria Bíblia confirma a seqüência destes reinos. Grécia é também representada pelo bode (Daniel 8:21), o qual derrotou o carneiro, uma representação da Medo-Persa (Daniel 8:20). Grécia governou o mundo de 331 a 168 a.C. O animal tinha nas costas quatro asas de ave. As quatro asas representam a grande velocidade nas conquistas. A Grécia, sob o comando de Alexandre, o Grande, literalmente voou em sua conquista de dominação do mundo. A profecia relata que este animal tinha quatro cabeças, significando que, com a morte prematura de seu maior comandante, Alexandre, o Grande, quatro generais o substituíram. Eram eles: Cassandro (Macedônia), Lisímaco (Trácia), Ptolomeu (Egito) e Seleuco (Síria).
039- 4) ANIMAL TERRÍVEL E ESPANTOSO – O QUARTO IMPÉRIO
040- No sonho de Nabucodonosor, as pernas de ferro (Daniel 2:33 e 40) representavam o Império Romano. Agora, o profeta Daniel, ao descrever o quarto animal (Daniel 7:7), nos chamou a atenção que ele era diferente de todos os animais que apareceram antes dele. Era terrível e espantoso, muito forte e violento. Tinha dentes de ferro, representando a dureza de Roma e unhas de bronze (Daniel 7:19), representando a cultura e a língua grega que foram adotadas por Roma. Sem nenhuma dúvida, este animal representava perfeitamente o Império Romano, pois, de acordo com a história, dominou o mundo de 168 a.C a 476 d.C., quando as tribos bárbaras invadiram a Europa.
041- Além das características acima mencionadas que o diferenciaram dos demais animais, o quarto animal tinha dez chifres ou pontas na sua cabeça, os quais simbolizavam os fragmentos deste potente reino, depois de sua derrota em 476 d.C., pelas tribos bárbaras, a saber: Hunos, Francos, Burgúndios, Anglo-Saxões, Visigodos, Suevos, Lombardos, Vândalos, Hérulos e Ostrogodos. Interessante esclarecer que os dez chifres na cabeça do quarto animal e os dez dedos da estátua (Daniel 2:41-43) representavam o mesmo acontecimento, ou seja, a divisão ou fragmentação do Império Romano. Isto quer dizer que, até a segunda vinda do Messias, nenhum outro império mundial será instalado. É muito importante enfatizar que o próximo império mundial retratado na profecia de Daniel, será o reino milenar messiânico (Daniel 2:44; 7:13, 14 e 27). Ele será estabelecido na Terra quando ocorrer a segunda vinda de Cristo.
042- IV – IDENTIFICANDO O CHIFRE PEQUENO
Todos os detalhes até aqui apresentados constituem evidentemente o pano de fundo, ou mera introdução dos temas maiores do capítulo 7 de Daniel. A principal atenção do profeta Daniel estava voltada para um pequeno chifre ou pequena ponta que ele viu subir dentre os dez chifres ou pontas existentes na cabeça do quarto animal (Daniel 7:8). É muito importante ressaltar que esta ponta pequena levantou-se depois da fragmentação ou divisão do Império Romano. Isto quer dizer que ela assumiria o seu poder somente após a queda do Império Romano. A décima primeira ponta, que se levantou entre as dez, representa o mandatário da Igreja de Roma. Para se estabelecer, derribou três das dez tribos: Hérulos, Vândalos e Ostrogodos. O profeta Daniel descreve as atividades desta ponta pequena, a sua arrogância, os seus desafios a Deus e como conseguiu mover uma intensa perseguição aos santos do Altíssimo.
043- A profecia fornece vários elementos que ajudam a fazer uma identificação correta:
a) O chifre pequeno surge do quarto animal (7:8 e 24);
b) A ascensão do chifre pequeno tem-se consolidado depois do colapso e a divisão do império romano em dez partes;
c) Ele era pequeno no início, mas com o passar do tempo veio a tornar-se maior do que os outros chifres (7:20);
d) Diante desse chifre deveriam cair três outros, de modo que, a fim de ter espaço para exercer sua grandeza, três poderes são eliminados (7:8 e 24);
e) Nesse chifre havia olhos como os de homem, e uma boca que falava com insolência, dirigindo suas palavras contra o Altíssimo (7:8 e 25);
f) Ele haveria de destruir os santos do Altíssimo (7:25);
g) Uma de suas pretensões seria mudar os tempos e a lei (7:25);
h) Foi-lhe concedido poder especial durante um tempo, dois tempos e metade dum tempo (7:25).
044- Um poder apóstata surgiria das ruínas de Roma Pagã para ser uma influência poderosa entre os reinos divididos. A Palavra de Deus revela que este poder seria diferente em relação aos reinos anteriores, por se tratar de um poder político-religioso. A verdade de Deus seria lançada por terra e as filosofias dos homens tomariam o lugar das Escrituras Sagradas. O apóstolo Paulo ficou muito preocupado com isso. Em II Tessalonicenses 2:3 e 4 lemos: “Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição, aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando-se como Deus.”
045- Até 476 d.C. o mandatário da igreja dominante da época partilhava o poder com os imperadores de Roma Ocidental. Após a fragmentação do Império Romano em dez reinos menores, esse poder apóstata teve sua liderança consolidada ao derrotar os seus principais opositores: os hérulos em 493, os vândalos em 534 e os ostrogodos em 538 d.C. Estes três reinos foram destruídos porque opuseram-se à Roma e foram considerados hereges, por formularem tremendas objeções às posições defendidas pela igreja de Roma quanto à doutrina da trindade e às duas naturezas de Cristo. Um outro fato importante ocorreu em 533 d.C., quando o imperador Justiniano emitiu um decreto declarando o mandatário da igreja de Roma como sendo “a cabeça de todas as igrejas” dos territórios ocidentais e orientais do Império Romano.
046- A Palavra de Deus nos diz que neste chifre pequeno “havia olhos como os de homem, e uma boca que falava grandes coisas.” Daniel 7:8. Esse poder não tinha a sabedoria e entendimento de Deus, mas agiria com base no entendimento humano. Ele falaria contra o Altíssimo. Com autoridade, exigiu submissão aos seus dogmas e crenças. No transcurso desse processo, a verdade e o erro foram misturados. Ensinos não bíblicos foram aceitos como verdadeiros (por exemplo: a trindade, a guarda do domingo, a imortalidade da alma, morada nos céus, a mediação dos santos, etc.) Os que não se submetiam aos dogmas eram perseguidos até a morte. A perseguição aos santos, mencionada em Daniel 7:25, foi comandada pelo chifre pequeno. O exemplo mais conhecido dessa perseguição é a Inquisição durante a Idade Média. A “Santa Inquisição”, como era chamada, foi autorizada por esse poder apóstata através a bula “excommunicamus”, publicada em 1231. Quando no século IV o cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano, os hereges passaram a ser perseguidos como inimigos do Estado. Qualquer pessoa que defendesse doutrinas contrárias às definidas pela igreja de Roma, era considerada “herege” pelo mandatário da referida igreja. Como conseqüência, um incontável número de fiéis foram torturados e mortos por não aceitarem as suas falsas doutrinas.
047- Em 538 d.C., quando o general bizantino de nome Belisário, derrotou os ostrogodos, o mandatário da Igreja de Roma surgiu como principal autoridade eclesiástica. Devemos, portanto, tomar o ano de 538 d.C. como ponto de partida para datar os preditos 1260 anos O mesmo período profético é declarado como sendo um tempo, dois tempos e metade de um tempo (Daniel 7:25) de sua supremacia e perseguição aos santos do Altíssimo. Dada a relevância do fato, várias passagens bíblicas relatam o mesmo período: Daniel 7:25, Apocalipse 12:6 e 14 e Apocalipse 13:5-7.
048- O fiel povo de Deus seria perseguido durante 1260 anos, compreendendo o período de 538 a 1798 d.C. Durante este tempo, o líder da religião romana lançou feroz e implacável perseguição contra todos os que se opuseram ou discordaram de seus princípios. Essa perseguição ao povo de Deus terminou em 1798, quando o mandatário da Igreja de Roma foi aprisionado pelo general francês Berthier, sob as ordens de Napoleão Bonaparte, vindo a falecer em Valença, na França, no ano seguinte.
049- V – CONCLUSÃO
050- Depois da visão do quarto animal e do chifre pequeno que perseguiu os santos, o profeta Daniel viu que um tribunal foi instalado, presidido por nosso Deus Altíssimo (Daniel 7:9 e 10). O tribunal se assentou em juízo para:
a) Tirar o domínio do animal e posteriormente destruí-lo, queimando-o no fogo (Daniel 7:11). Ver também Apocalipse 19:19 e 20;
b) Enviar o Filho do Homem (Jesus Cristo) para tomar posse de Seu reino sobre os povos, nações e línguas, quando os santos assumirão parte deste governo (Daniel 7:13, 14 e 27). Ver também Apocalipse 11:15; 7:9 e 10; 20:6.
051- Estas cenas vistas pelo profeta Daniel são revelações do futuro, que atestam a vinda gloriosa do Messias e a implantação de Seu Reino na Terra.
052- O fato de que em meio a um capítulo cheio de monstruosas bestas e chifres, esse mesmo Deus nos faz recordar que Ele tem cuidado de nós, de que Ele realmente toma conhecimento de tudo o que ocorre conosco. Ele é o nosso muito amante Pai Celestial que deu o Seu único Filho para nos salvar (João 3:16).
PERGUNTAS PARA DISCUSSÃO E APRENDIZADO:
Com base em todo o estudo sobre As 4 Bestas de Daniel 7 e o Chifre Pequeno, seguem 16 perguntas bem elaboradas, de fácil entendimento e apropriadas para uma Escola Bíblica Sabatina:
1. Qual foi a visão que Deus mostrou ao profeta Daniel no capítulo 7, e qual era o propósito dessa revelação?
2. O que representam os quatro ventos, o grande mar e os quatro animais na profecia de Daniel 7?
3. Quais são os quatro animais vistos por Daniel e quais impérios eles simbolizam?
4. Por que o Império Babilônico foi representado por um leão com asas de águia?
5. O que significava o fato de as asas do leão terem sido arrancadas?
6. Por que o Império Medo-Persa foi simbolizado por um urso levantado de um lado e com três costelas na boca?
7. Quais foram os três reinos representados pelas três costelas na boca do urso?
8. O que as quatro asas e as quatro cabeças do leopardo representam na história do Império Grego?
9. Quem foi Alexandre, o Grande, e o que aconteceu com seu império após sua morte?
10. Quais características do quarto animal mostram o poder e a força do Império Romano?
11. O que representam os dez chifres do quarto animal e qual acontecimento histórico eles simbolizam?
12. Quem é o "chifre pequeno" mencionado por Daniel, e em que momento da história ele surge segundo a profecia?
13. Quais são algumas das características e ações atribuídas ao chifre pequeno em Daniel 7?
14. O que significa a expressão "cuidará em mudar os tempos e a lei" apresentada na profecia?
15. Qual foi o período profético de supremacia do chifre pequeno, e quais datas marcam o início e o fim desse período?
16. Qual é a esperança apresentada no final da visão de Daniel 7 para o povo de Deus e para os santos do Altíssimo?
Pergunta para reflexão final
O que este estudo ensina sobre a soberania de Deus sobre a história e sobre a importância de permanecermos fiéis à Sua Palavra?
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