AS 38 DOUTRINAS FUNDAMENTAIS DA IGREJA PROTESTANTE ADVENTISTA DO AVIVAMENTO:
9. Todo aquele que não permanece no ensino de Cristo, mas acredita estar indo além dele, não tem Deus; porquanto, quem permanece na sã doutrina tem o Pai e também o Filho. 10. Se alguém chegar a vós, mas não trouxer essa doutrina, não o recebais nas reuniões em vossas casas, tampouco o saudeis. 11. Porque aquele que lhe dá boas-vindas, torna-se cúmplice das suas obras malignas. (2 João, 1)
Revisada e confirmada em 1º de dezembro de 2025 pelo Supremo Concílio de Bispos e Consagrados Protestante Adventista do Avivamento.
01-As Escrituras Sagradas, Antigo e Novo Testamento: As Sagradas Escrituras, constituídas pelo Antigo e pelo Novo Testamento, são reconhecidas como a Palavra de Deus escrita, inspirada, autoritativa e plenamente confiável. Elas não surgiram da iniciativa humana, mas foram comunicadas aos profetas, apóstolos e servos escolhidos enquanto estes eram movidos pelo Espírito Santo. A inspiração divina operou de modo tão profundo que, embora cada autor preservasse seu estilo, vocabulário e personalidade, o conteúdo, a mensagem e a verdade expressa provinham diretamente de Deus. Dessa forma, a Bíblia apresenta ao ser humano todo o conhecimento indispensável à salvação, revelando o caráter de Deus, Seu plano redentor e os princípios eternos pelos quais Ele governa o universo. As Escrituras constituem a revelação infalível da vontade divina. Nelas encontramos a orientação segura à vida espiritual, moral e relacional; o padrão perfeito para a formação do caráter; a prova que valida toda experiência religiosa; e o registro fiel da atuação de Deus na história, desde a criação até os eventos escatológicos. Para os Adventistas do Avivamento, a Bíblia representa a única regra de fé e prática, estando acima de tradições humanas, opiniões teológicas, percepções subjetivas ou qualquer autoridade religiosa que não esteja em plena harmonia com o texto sagrado. Sua autoridade é absoluta, sua verdade é imutável e sua luz é suficiente para conduzir o crente em todas as áreas da vida. A inspiração das Escrituras é de natureza verbal e plenária. Verbal, porque Deus supervisionou cada palavra, preservando a integridade da mensagem comunicada. Plenária, porque toda a Bíblia, e não apenas partes dela, é igualmente inspirada. Jesus Cristo confirmou a autoridade e a imutabilidade da Palavra, ensinando que nenhum traço ou letra passaria até que tudo se cumprisse (Mt 5:17-18). Ele reafirmou que a Escritura não pode falhar (Jo 10:34-35) e atribuiu aos escritos do Antigo Testamento origem diretamente divina (Mt 22:43-45). Além disso, o próprio Jesus utilizou a Palavra como base de autoridade em Seus ensinamentos e em Seu confronto com o inimigo, declarando repetidas vezes: “Está escrito”. Os apóstolos igualmente testemunharam a inspiração divina da Bíblia. Paulo ensinou que “toda a Escritura é inspirada por Deus” (2Tm 3:16) e útil para ensinar, corrigir, instruir e aperfeiçoar o homem de Deus. Pedro esclareceu que nenhuma profecia da Escritura se origina de vontade humana, mas que homens santos falaram “movidos pelo Espírito Santo” (2Pe 1:20-21). A Bíblia, portanto, não é fruto de tradição cultural, especulação filosófica ou reflexões religiosas humanas, mas expressão direta da revelação divina. Por ser inspirada por Deus, a Bíblia possui autoridade absoluta. Sua autoridade não deriva da Igreja, de concílios, de líderes espirituais ou de interpretações particulares, mas de sua proveniência divina. A Palavra de Deus é a voz suprema que julga todas as outras vozes; é o padrão pelo qual toda doutrina, ensino, profecia, experiência espiritual e prática de fé deve ser avaliada. Jesus afirmou que o erro espiritual surge quando a Escritura é desconhecida ou negligenciada (Mt 22:29). Assim, a fidelidade à Palavra é o único caminho para a preservação da verdade e para a vida cristã saudável. A inerrância das Escrituras decorre diretamente do caráter de Deus. Sendo Ele perfeito, santo e incapaz de mentir (Hb 6:18), a Palavra que Ele inspirou é igualmente verdadeira, confiável e isenta de erro. Isso não significa que a Bíblia seja um manual científico, mas afirma que tudo o que ela declara — seja em história, profecia, doutrina ou moralidade — é verdadeiro e plenamente digno de confiança. Jesus declarou: “A tua palavra é a verdade” (Jo 17:17), e a verdade, por definição, não contém falsidade. Ao longo das eras, Deus preservou Sua Palavra para que servisse de guia seguro a todos os que desejam conhecê-Lo e seguir Sua vontade. A Escritura ilumina o caminho do crente (Sl 119:105), revela a sabedoria divina (Pv 30:5-6), serve como filtro espiritual contra enganos (Is 8:20), fortalece a fé (1Ts 2:13), confronta o pecado (Hb 4:12) e conduz à santificação (Jo 17:17). Ela registra as obras de Deus no passado, interpreta o presente e anuncia com precisão profética os eventos futuros, mostrando o desfecho da história humana sob o domínio soberano de Deus. Por tudo isso, a Bíblia permanece como o fundamento inabalável da fé cristã, a revelação suprema da vontade divina e a autoridade final para o povo de Deus. Em sua vasta sabedoria, ela orienta, corrige, consola, confronta, edifica e transforma. Para os servos do Senhor, nenhuma outra voz, visão, experiência ou conhecimento possui autoridade comparável. Assim, as Escrituras Sagradas devem ser estudadas com reverência, obedecidas com fidelidade e proclamadas com ousadia, para que o nome de Deus seja glorificado e Seu povo ande na plenitude da verdade.
02 - Deus o Pai, o Eterno. (Yahweh): Cremos que Deus Pai, o Eterno, revelado nas Escrituras como Yahweh, é o único Deus verdadeiro, pessoal e espiritual, existente por Si mesmo desde toda a eternidade. Ele não foi criado, não teve princípio e não terá fim, sendo absolutamente autoexistente e independente de qualquer criatura ou força externa. Ele é o Criador de todas as coisas, tanto as visíveis quanto as invisíveis, sendo a fonte primeira, a causa eficiente e o fundamento de toda a realidade. Todas as coisas existem por Ele, através Dele e para Ele, e nenhum ser ou fenômeno subsiste fora de Seu soberano domínio. (Gênesis 1:1; Apocalipse 4:11). Deus Pai é infinito em Seus atributos e perfeições. Ele é onipotente, exercendo poder ilimitado sobre toda a criação; onisciente, conhecendo perfeitamente o passado, o presente e o futuro, bem como cada pensamento, palavra e intenção do coração humano; e onipresente por meio da atuação do Seu Espírito, que manifesta Sua presença em todos os lugares, sustentando o universo e agindo segundo Sua vontade. Ele é imutável em Sua natureza, em Seus propósitos e em Seu caráter, pois não está sujeito a variação, mudança ou sombra de dúvida. (1 Timóteo 1:17; Tiago 1:17). A santidade de Deus Pai é absoluta e essencial; Ele é separado de todo mal e totalmente puro em Sua essência. Em Sua justiça, Ele julga com equidade e verdade, nunca errando, pois Sua vontade é perfeita. Ao mesmo tempo, Ele é repleto de bondade, misericórdia e compaixão. As Escrituras O descrevem como Aquele que é tardio em irar-Se e grande em amor constante, demonstrando graça ao perdoar iniquidades, transgressões e pecados, sem contudo deixar de executar justiça e verdade. (Êxodo 34:6–7; 1 João 4:8). O Eterno Pai é apresentado nas Escrituras como luz, e nEle não há treva alguma. Essa declaração não expressa apenas um atributo moral, mas a realidade total de Sua natureza: Ele é perfeitamente bom, perfeitamente verdadeiro e perfeitamente justo. Não há em Deus qualquer sombra de maldade, corrupção ou injustiça; tudo o que Ele é, faz e determina está em plena harmonia com Sua santidade absoluta. (1 João 1:5). Cremos que o Pai é o soberano absoluto de todas as coisas, dirigindo a história e preservando o universo segundo Sua vontade eterna. Ele governa com poder e autoridade, mas também com amor e misericórdia, revelando-se como o Pai de todos os que O recebem pela fé em Jesus Cristo. Em Sua soberania, Ele enviou o Seu Filho Unigênito ao mundo, não apenas como expressão do Seu amor, mas como cumprimento de Seu plano eterno de redenção. Assim, a Escritura testifica que Deus fez Jesus Senhor e Messias, exaltando-O à Sua destra e concedendo-Lhe todo poder nos céus e na terra. (João 3:16; Atos 2:36). A relação entre o Pai e o Filho é plenamente harmoniosa e unida, de modo que o próprio Cristo declarou: “O Senhor nosso Deus é o único Senhor”, afirmando tanto a absoluta singularidade divina quanto Sua comunhão eterna com o Pai. Embora distintos em pessoa, Pai e Filho partilham a mesma essência divina, e o Filho revela perfeitamente o Pai, de forma que quem vê o Filho vê também o Pai. (Marcos 12:29; João 14:9). Por essa razão, em nossa fé e prática, adoramos e proclamamos o Eterno Pai como o Deus supremo, Criador e Sustentador do universo. Ele é digno de honra, glória e louvor por toda a eternidade. E, obedecendo ao chamado das Escrituras, anunciamos ao mundo: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, porque é chegada a hora do Seu juízo; adorai Aquele que fez os céus, a terra, o mar e as fontes das águas.” (Apocalipse 14:7). Assim, afirmamos de forma clara e inabalável que Deus Pai, o Eterno, é o único soberano absoluto, perfeito em todos os Seus atributos, fonte de toda a vida, sustentador de toda criação e fundamento de toda verdade. Ele é o Deus que se revela, que governa, que salva e que julga; o Deus digno de toda adoração, amor, reverência e obediência dos seres humanos e de todas as criaturas, pelos séculos dos séculos.
03-O Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo. (YESHUA): Cremos que Jesus Cristo, Yeshua HaMashiach, é o Filho eterno de Deus, plenamente divino antes de todas as eras. Ele é o Verbo eterno por meio de quem todas as coisas foram criadas, tanto as visíveis quanto as invisíveis, e nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade. Este Filho eterno, em cumprimento ao plano redentor de Deus revelado nas Escrituras, assumiu voluntariamente a natureza humana ao se fazer carne e habitar entre nós, tornando-se verdadeiramente homem sem deixar de ser verdadeiramente Deus. Foi concebido de modo miraculoso pelo Espírito Santo e nasceu da virgem Maria, cumprindo fielmente as profecias messiânicas anunciadas pelos profetas. Em sua vida terrena, experimentou plenamente a condição humana, sendo tentado em todas as áreas, mas permaneceu absolutamente sem pecado, demonstrando perfeita obediência ao Pai e revelando de maneira visível o caráter santo, amoroso e justo de Deus. Durante seu ministério, Jesus manifestou o poder divino por meio de sinais, maravilhas e milagres, confirmando que Ele era o Messias prometido, o Servo Sofredor de Isaías, o Príncipe anunciado por Daniel e o Emanuel profetizado desde os tempos antigos. Sua palavra era autoridade, sua vida era luz, e suas obras confirmavam sua identidade divina. Ele anunciou o Reino de Deus, ensinou com autoridade superior à dos escribas, libertou cativos, curou enfermos, expulsou demônios e revelou a vontade eterna do Pai. Voluntariamente, Cristo entregou sua vida na cruz como sacrifício substitutivo por nossos pecados. Sua morte não foi resultado de derrota, mas o cumprimento perfeito do propósito divino de redenção. Na cruz, Ele tomou sobre si nossas dores, enfermidades, culpas e transgressões, satisfazendo a justiça divina e abrindo o caminho da reconciliação entre Deus e os seres humanos. Seu sangue derramado selou uma nova aliança e proporcionou perdão, salvação e vida eterna a todo aquele que crê. Depois de três dias, ressuscitou corporalmente dentre os mortos, triunfando sobre a morte, o pecado e as forças das trevas. Sua ressurreição é a garantia de que todos os que creem também viverão para sempre. Após aparecer a seus discípulos e confirmar a realidade de sua vitória, ascendeu aos céus e foi exaltado à direita do Pai, onde permanece como nosso Mediador, Intercessor e Sumo Sacerdote, ministrando no Santo dos Santos celestial em favor de seu povo. Jesus Cristo voltará novamente, desta vez em glória, majestade e poder, para consumar a história da redenção, julgar os vivos e os mortos, libertar definitivamente seu povo, destruir todo mal e restaurar todas as coisas conforme o propósito eterno de Deus. Sua segunda vinda é a esperança bendita da Igreja e o ponto culminante do plano de salvação. Para os Adventistas do Avivamento, Jesus Cristo é o centro absoluto da fé, o fundamento da salvação e o ponto principal de toda doutrina. As Escrituras afirmam que nEle habita corporalmente toda a plenitude de Deus e que somente em Cristo somos aperfeiçoados. A Bíblia declara que o Filho deve ser honrado da mesma forma que o Pai, pois aquele que não honra o Filho não honra o Pai que o enviou. Ele é digno de adoração eterna, pois é o Deus Poderoso, o Conselheiro Maravilhoso, o Pai da Eternidade e o Príncipe da Paz. Toda autoridade lhe foi dada no céu e na terra, e Ele é proclamado como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Por isso, Deus o exaltou soberanamente, dando-lhe o Nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus todo joelho se dobre e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai. Esse é o Cristo anunciado pelos profetas, revelado no Evangelho, exaltado nos céus e esperado pela Igreja. Este é Jesus, o Filho eterno de Deus, nosso Senhor, Salvador, Redentor, Rei e Sumo Sacerdote.
04 – O Espírito Santo de Deus (Ruach HaKodesh): O Espírito Santo desempenhou uma parte ativa na Criação e na Redenção. Inspirou os escritores das Escrituras Sagradas. O Espírito Santo do Eterno Pai encheu de poder a vida de Cristo, quando Este se fez carne e habitou entre nós. Ainda hoje, atrai e convence os que se mostram sensíveis à Sua voz e poder. O Espírito Santo é o Consolador prometido, intercessor com gemidos inexprimíveis, que nos assiste em nossas fraquezas. Ele nos convence do pecado, da justiça e do juízo, sendo o Senhor Jesus Cristo quem nos sela com Ele. Enviado pelo Pai e pelo Filho para estar para sempre conosco, Ele concede dons espirituais à Igreja, habilitando-a a dar testemunho de Cristo e, em harmonia com as Escrituras, guia-a em toda a verdade. (Gênesis 1:1-2; Lucas 1:35; 2 Pedro 1:21; Lucas 4:18; Atos 10:38; 2 Coríntios 3:18; Efésios 4:11-12; Atos 1:8; João 14:16-18, 26; João 15:26-27; João 16:7-13; Romanos 1:1-4; Romanos 8:26; Salmos 139:1-10; Salmos 51:11; 1 João 4:12-13; Efésios 3:16-17; 2 Coríntios 13:5; Mateus 18:20; Mateus 28:20; Romanos 8:9-10; João 14:23; 2 João 1:9; Colossenses 1:27; 2 Coríntios 3:17-18). Cremos no Espírito Santo, e com Ele existe completa vida espiritual: 38. “Aquele que crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (João 7). Cremos que a presença do Espírito traz alegria: 11. “Tenho-vos dito essas palavras para que a minha alegria permaneça em vós e a vossa felicidade seja completa” (João 15). Cremos na presença do Pai e do Filho em nós por meio do Espírito: 11. “Crede-me quando digo que estou no Pai e que o Pai está em mim; crede-o, ao menos, por causa das mesmas obras.” 18. “Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.” 20. “E naquele dia entendereis que Eu estou no meu Pai, e vós em mim, e Eu em vós” (João 14). Cremos que o Pai e o Filho fazem habitação em nós por meio do Espírito: 23. “Jesus respondeu: ‘Se alguém me ama, obedecerá à minha palavra; e meu Pai o amará, e nós viremos até ele e faremos nele nosso lar’” (João 14). 21. “Aquele que tem os meus mandamentos e obedece a eles, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e Eu também o amarei e me revelarei a ele” (João 14). Cremos que o Espírito é a Presença Pessoal tanto do Eterno Pai como de Seu Filho Jesus Cristo, que estão entre nós, agem em nós e nos dão unção por meio do Espírito. Adoramos, honramos e glorificamos o Espírito Santo de Deus. Confessamos que o Espírito Santo não é uma força impessoal, mas a Pessoa do próprio Deus — Aquele que pensa, fala, age, guia, consola, santifica e revela a verdade. Afirmamos que o Filho Unigênito, Jesus Cristo, exaltado e glorificado à destra do Pai, participa eternamente do mesmo Espírito Santo. Como declara a Escritura: “O Senhor é o Espírito” (2 Co 3:17) e “Deus enviou o Espírito de Seu Filho aos nossos corações” (Gl 4:6). Assim, proclamamos que o Espírito é o elo perfeito da comunhão eterna entre o Pai e o Filho, sendo compartilhado não como algo externo, mas como parte da única e indivisível essência divina. Cremos que tanto o Pai como o Filho consolam o crente por meio do Espírito: 16. “E o próprio Senhor nosso Jesus Cristo e Deus, nosso Pai, que nos amou e, pela graça, nos deu uma eterna consolação e boa esperança, 17. console os vossos corações e os confirme em toda boa obra e palavra” (2 Tessalonicenses 2). Confessamos o Espírito Santo e O aceitamos como parte do centro de nossa sagrada fé. O Espírito é a nossa liberdade: 17. “O Senhor é o Espírito; e onde quer que o Espírito esteja, ali há liberdade.” 18. “Mas todos nós, que com a face descoberta contemplamos, como por meio de um material espelhado, a glória do Senhor, conforme a Sua imagem, estamos sendo transformados com glória crescente, na mesma imagem que vem do Senhor, que é o Espírito” (2 Coríntios 3). Assim, afirmamos com convicção: o Espírito Santo é Deus, é o Consolador, é o Selo, é o Guia, é o Poder que vivifica, transforma e sustenta a vida espiritual daqueles que lhe pertencem. Reconhecemos que, por causa de nossa natureza limitada e da grandeza insondável do Eterno, não nos é possível compreender plenamente todos os mistérios divinos. Assim, afirmamos que o Espírito Santo permanece um mistério revelado somente até o ponto que aprouve ao próprio Deus manifestar. Tudo o que se encontra registrado nas Escrituras Sagradas acerca do Espírito Santo foi-nos dado de maneira suficiente, perfeita e necessária para a salvação, a santificação e o crescimento espiritual do povo de Deus. Rejeitamos, portanto, qualquer especulação que ultrapasse os limites da revelação bíblica, bem como qualquer tentativa de reduzir ou distorcer aquilo que Deus nos deu a conhecer por meio de Sua Palavra inspirada. Compete-nos receber, crer e obedecer com fé reverente tudo o que foi revelado, cientes de que a plenitude de nossa compreensão será manifestada somente no Dia glorioso de nossa transformação e glorificação em Cristo Jesus. Declaramos, ainda, que o Espírito Santo é absolutamente indispensável à vida cristã, pois Ele regenera, sela, ilumina, consola, santifica, distribui dons, guia a Igreja e capacita o povo de Deus para o testemunho fiel do Evangelho. Sem Ele não há nova vida, não há verdadeiro entendimento das Escrituras, não há comunhão com o Pai e com o Filho, e não há poder espiritual. Assim, afirmamos com convicção doutrinária que acolher, confessar e honrar o Espírito Santo é responsabilidade sagrada de todos os que creem. Submetemo-nos, portanto, à Sua direção, confiando nEle como o Divino Consolador, o Selo da Promessa e o Executor da obra de Deus em nós e através de nós, até o glorioso retorno de nosso Senhor Jesus Cristo
05- Deus é Criador: Deus comunica por meio das Escrituras o relato autêntico e histórico de sua atividade criadora. Ele criou o universo; e, em uma criação recente, que durou seis dias, o Senhor fez “os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há” e descansou no sétimo dia. Assim Ele estabeleceu o sábado como memorial perpétuo da obra que Ele realizou e terminou em seis dias literais que, junto com o sábado, constituem a mesma unidade de tempo que hoje chamamos de semana. O primeiro homem e a primeira mulher foram formados à imagem de Deus como obra-prima da criação, foi-lhes dado domínio sobre o mundo e atribuiu-se-lhes a responsabilidade de cuidar dele. Quando o mundo foi concluído, ele era “muito bom”, proclamando a glória de Deus. Sobre nosso Grande Deus disse Jó: 6. Deus é quem sacode a terra e a tira do lugar, e faz estremecer todos os seus fundamentos. 7 Dá ordens ao sol, e ele deixa de brilhar; ele veda e esconde a luz das estrelas. 8. Só Deus é capaz de estender o próprio universo, e pode caminhar sobre as ondas do mar. 9. Ele é o Criador de todos os grupamentos estelares: a Ursa, o Órion, as Plêiades e as magníficas constelações do sul; 10. Deus é quem realiza portentosos feitos, maravilhas que não se pode contar. (Jó, 9). Como Criaturas dEle O adoramos eternamente: 4. Em suas mãos estão as profundezas da terra; são seus, os cumes dos montes. 5. Dele é o mar – foi Ele quem o criou – e a terra firme, que suas mãos formaram. 6. Vinde! Adoremos prostrados e nos ajoelhemos perante o SENHOR, o nosso Criador. (Salmos, 95). A Igreja crê piamente de que Deus junto ao Seu Filho Cristo criou todas as coisas boas: 11. “Nosso Senhor e nosso Deus, tu és digno de receber a glória, a honra e o poder, porquanto tu és o Criador de tudo e, por tua soberana vontade, tudo o que há, foi criado e veio a existir”. (Apocalipse, 4). 7. Então, proclamou com voz grave: “Temei a Deus e rendei-lhe glória; porquanto a hora do seu Juízo chegou. Adorai Aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas!”(Apocalipse, 14). Com Cristo, Deus criou: 1. No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus. 2. Ele, a Palavra, estava no princípio com Deus. 3. Todas as coisas foram feitas através dele, e, sem Ele, nada do que existe teria sido feito. (João, 1). Deus é o Senhor da Criação e por meio dEle tudo existiu: 18. Porquanto assim declara Yahweh, que criou os céus, o Deus que formou a terra, que a fez e a estabeleceu; ele não a criou para permanecer vazia, mas para estar habitada: Eu Sou Yahweh, o SENHOR, e não há nenhum outro! (Isaías, 45) .Gn 1–2; 5; 11; Êx 20:8-11; Sl 19:1-6; 33:6, 9; 104; Is 45:12, 18; At 17:24; Cl 1:16; Hb 1:2; 11:3; Ap 10:6; 14:7.
06 - A Natureza do Homem: Criação, Queda e Redenção: O homem e a mulher foram formados à imagem de Deus com individualidade e com poder e liberdade de pensar e agir. Conquanto tenham sido criados como seres livres, cada um é uma unidade indivisível de corpo, mente e alma; e dependente de Deus quanto à vida, respiração e em tudo. Quando nossos primeiros pais desobedeceram a Deus, negaram sua dependência dEle e caíram de sua elevada posição “abaixo de Deus”. A imagem de Deus neles, foi desfigurada, e tornaram-se sujeitos à morte. Seus descendentes partilham dessa natureza caída e de suas consequências. (Gênesis 1:26-28; 2:7; Salmos 8:4-8; Atos 17:24-28; Gênesis 3; Salmos 51:5; Romanos 5:12-17; 2 Coríntios 5:19 e 20). Eles nascem com fraquezas e tendências para o mal. Mas Deus, em Cristo, reconciliou consigo o mundo e por meio de Seu Espírito restaura nos mortais penitentes a imagem de seu Criador. Criados para a glória de Deus, eles são chamados para amá-Lo e uns aos outros, e para cuidar de seu ambiente. (Gên. 1:26-28; 2:7; Sal. 8:4-8; Atos 17:24-28; Gên. 3; Sal. 51:5; Rom. 5:12-17; II Cor. 5:19 e 20; Sal. 51:10; I João 4:7, 8, 11 e 20; Gên. 2:15.)
07 - O Grande Conflito entre as forças da luz e das trevas: Toda a humanidade está agora envolvida em um grande conflito entre Cristo e Satanás, quanto ao caráter de Deus, Sua Lei e Sua soberania sobre o Universo. Esse conflito originou-se no Céu quando um ser criado, dotado de liberdade de escolha, por exaltação própria, tornou-se Satanás, o adversário de Deus e conduziu à rebelião uma parte dos anjos. Ele introduziu o espírito de rebelião neste mundo. Observado por toda a Criação, este mundo tornou-se o palco do conflito universal, dentro do qual será finalmente vindicado o Deus de amor. A nossa luta é contra os poderes demoníacos: 12. Porquanto, nossa luta não é contra seres humanos, e sim contra principados e potestades, contra os dominadores deste sistema mundial em trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais (Efésios, 6). Mas o Senhor Jesus disse: 19. Atentai! Eu vos tenho dado autoridade para pisardes serpentes e escorpiões, assim como sobre todo o poder do inimigo, e nada nem ninguém vos fará qualquer mal (Lucas, 10). Cremos que neste grande conflito nosso Senhor Jesus Cristo é o vencedor: 5. Então, um dos anciãos consolou-me, afirmando: “Não chores, pois o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, venceu para abrir o livro e romper os sete selos” (Apocalipse, 5); 21. Ao vencedor, Eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono, assim como Eu venci e me assentei com meu Pai no seu trono (Apocalipse, 3). (Apocalipse 12:4-9; Isaías 14:12-14; Ezequiel 28:12-18; Gênesis 3; Gênesis 6-8; 2 Pedro 3:6; Romanos 1:19-32; 5:19-21; 8:19-22; Hebreus 1:4-14; 1 Coríntios 4:9).
08 - Vida, Morte e Ressurreição de Cristo: Na vida de Cristo, de perfeita obediência à vontade de Deus, e em Seu sofrimento, morte e ressurreição, Deus proveu o único meio de expiação do pecado humano, de modo que os que aceitam essa expiação, pela fé, possam ter vida eterna, e toda a Criação compreenda melhor o infinito e santo amor do Criador. (João 3:16; Isaías 53; 2 Coríntios 5:14, 15 e 19-21; Romanos 1:4; 3:25; 4:25; 8:3 e 4; Filipenses 2:6-11; 1 João 2:2; 4:10; Colossenses 2:15). Esta expiação perfeita vindica a justiça da lei de Deus e a benignidade de Seu caráter; pois ela não somente condena o nosso pecado, mas também garante o nosso perdão. A morte de Cristo é substituinte e expiatória, reconciliadora e transformadora. A ressurreição de Cristo proclama a vitória de Deus sobre as forças do mal, e assegura a vitória final sobre o pecado e a morte para os que aceitam a expiação. Ela declara a soberania de Jesus Cristo, diante do qual se dobrará todo joelho, no Céu e na Terra. (João 3:16; Isa. 53; I Pedro 2:21 e 22; I Cor. 15:3, 4 e 20-22; II Cor. 5:14, 15 e 19-21; Rom. 1:4; 3:25; 4:25; 8:3 e 4; I João 2:2; 4:10; Col. 2:15; Filip. 2:6-11.)
09 - A Experiência da Salvação pela graça de Cristo: Em infinito amor e misericórdia, Deus fez com que Cristo Se tornasse pecado por nós, para que nEle fôssemos feitos justiça de Deus. Guiados pelo Espírito Santo reconhecemos nossa pecaminosidade, arrependemo-nos de nossas transgressões e temos fé em Jesus como Senhor e Cristo, como Substituto e Exemplo. Essa fé que aceita a salvação, advém do poder da Palavra e é o dom da graça de Deus. Por meio de Cristo somos justificados e libertados do domínio do pecado. Por meio do Espírito, nascemos de novo e somos justificados. Permanecendo nEle, tornamo-nos participantes da natureza divina e temos a certeza da salvação agora e no Juízo. (Salmos 27:1; Isaías 12:2; Jonas 2:9; João 3:16; 2 Coríntios 5:17-21; Gálatas 1:4; 2:19 e 20; 3:13; 4:4-7; Romanos 3:24-26; 4:25; 5:6-10; 8:1-4, 14, 15, 26 e 27; 10:7; 1 Coríntios 2:5; 15:3 e 4; 1 João 1:9; 2:1 e 2; Efésios 2:5-10; 3:16-19; Gálatas 3:26; João 3:3-8; Mateus 18:3; 1 Pedro 1:23; 2:21; Hebreus 8:7-12). Como Protestantes Adventistas Do Avivamento cremos que somos Salvos unicamente pela graça de nosso Senhor Jesus Cristo: 8. Porquanto, pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; 9. não vem por intermédio das obras, a fim de que ninguém venha a se orgulhar por esse motivo.10. Pois somos criação de Deus, realizada em Cristo Jesus para vivermos em boas obras, as quais Deus preparou no passado para que nós as praticássemos hoje. (Efésios, 2). A graça de Deus não nos abre o caminho para permanecermos pecando: 11. Porquanto, a graça de Deus se manifestou salvadora para todas as pessoas. 12. Ela nos orienta a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta presente era, 13. enquanto aguardamos a bendita esperança: o glorioso retorno de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo. (Tito, 2). A Bíblia também nos orienta: 1. E nós, como cooperadores de Deus, vos exortamos a não acolher a graça de Deus de forma inútil. (2 Coríntios, 6). A Graça de Deus por meio de Cristo é extremamente salvífica: 15. Contudo, não há comparação entre o dom gratuito e a transgressão. Pois, se muitos morreram por causa da desobediência de um só, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, transbordou para multidões! (Romanos, 5). 20. A Lei foi instituída para que a transgressão fosse ressaltada. Mas onde abundou o pecado, superabundou a graça, 21. para que, assim como o pecado reinou na morte, assim também reine a graça pela justiça para outorgar vida eterna, por intermédio de Jesus Cristo, nosso Senhor. (Romanos, 5)
10 - Crescimento em Cristo: Por sua morte na cruz, Jesus triunfou sobre as forças do mal. Ele que subjugou os espíritos demoníacos durante Seu ministério terrestre, quebrantou o poder deles e garantiu Sua condenação final. A vitória de Jesus nos dá a vitória sobre as forças do mal que ainda buscam controlar-nos, enquanto caminhamos com Cristo em paz, gozo e na segurança do Seu amor. Agora o Espírito Santo mora em nosso interior e nos dá poder. Continuamente consagrados a Jesus como nosso Salvador e Senhor, somos libertos do fardo de nossas ações passadas. Não mais vivemos nas trevas, sob o temor dos poderes do mal, da ignorância e a insensatez de nossa antiga maneira de viver. Nesta nova liberdade em Jesus, somos chamados a crescer à semelhança de Seu caráter, mantendo uma comunhão diária com Ele por meio da oração, alimentando-nos de Sua Palavra, meditando nela e na providência divina, cantando em Seu louvor, reunindo-nos para adorá-Lo e participando na missão da Igreja. Ao entregar-nos ao Seu amorável serviço por aqueles que nos rodeiam e ao testemunharmos de sua salvação, a presença constante do Senhor em nós, por meio do Espírito, transforma cada momento e cada tarefa em uma experiência espiritual. (Salmos 1:1,2; 23:4; 77:11,12; Colossenses 1:13, 14; 2:6, 14,15; Lucas 10:17-20; Efésios 5:19, 20; 6:12-18; 1 Tessalonicenses 5:23; 2 Pedro 2:9; 3:18; 2 Coríntios 3:17,18; Filipenses 3:7-14; 1 Tessalonicenses 5:16-18; Mateus 20:25-28; João 20:21; Gálatas 5:22-25; Romanos 8:38,39; 1 João 4:4; Hebreus 10:25).
11 — A Igreja do Senhor Jesus Cristo Parte 01: Cremos que a Igreja é a comunidade santa dos redimidos, composta por todos aqueles que confessam, pela fé, que Jesus Cristo é o seu único Senhor e Salvador. Ela é chamada, reunida e sustentada pelo próprio Deus para viver em comunhão espiritual, para prestar culto ao Eterno, para ser instruída na Palavra inspirada, para celebrar os santos sacramentos — especialmente a Ceia do Senhor — e para realizar, em obediência ao mandato de Cristo, a proclamação do Evangelho a todas as nações. A Igreja é a Família de Deus, adotada pelo Pai em Cristo e habitada pelo Espírito Santo. É também o Corpo de Cristo, do qual Ele mesmo é o Cabeça glorificado, que a governa, sustenta, santifica e conduz até a consumação de todas as coisas (Rm 8:15-17; 1Co 12:13-27; Ef 1:22-23). As Escrituras declaram que a Igreja pertence ao Senhor e foi edificada por Ele sobre o fundamento eterno de Sua própria Pessoa e obra redentora: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.” (Mt 16:18). A Igreja é também apresentada como o povo santo e fiel de Deus, simbolizada profeticamente pela mulher pura e gloriosa: “Uma mulher revestida do sol…” (Ap 12:1), representação de sua santidade, vocação celestial e fidelidade ao Senhor. Cremos que a verdadeira Igreja do Senhor é caracterizada pela obediência aos mandamentos de Deus e pela fidelidade ao testemunho de Jesus Cristo: “Os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus.” (Ap 12:17). Assim também está escrito: “Aqui está a perseverança dos santos: os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” (Ap 14:12). Reconhecemos que a Igreja é a Senhora Eleita, amada na verdade e preservada pela graça de Deus Pai e de Seu Filho Jesus Cristo: “À senhora eleita e a seus filhos… pela verdade que permanece em nós.” (2Jo 1:1-3). Finalmente, confessamos que a Igreja é a Noiva bendita do Cordeiro, chamada à pureza, à esperança e à união eterna com Cristo, respondendo ao convite do Espírito Santo: “O Espírito e a Noiva dizem: Vem!” (Ap 22:17). Assim, afirmamos que a Igreja é obra, propriedade e glória de Deus, estabelecida sobre a graça, edificada na verdade, preservada pelo Espírito e destinada à consumação final no Reino eterno de Cristo Jesus.
A IGREJA DO SENHOR JESUS CRISTO PARTE 02: A Importância do Culto a Deus e de Congregarmos:
O culto a Deus ocupa lugar central na vida do povo do Senhor. Desde os tempos antigos, o próprio Deus revelou que criou o homem para o louvor da Sua glória (Is 43.7; Ef 1.12). Adorar não é apenas um dever, mas um privilégio santo: aproximar-se do Criador com reverência, gratidão e entrega, reconhecendo Sua grandeza, majestade e soberania. No culto, a Igreja reconhece a Deus como o único digno de honra, glória e adoração (Sl 29.1–2; Ap 4.11). O culto cristão é também a resposta obediente ao chamado do Senhor. Jesus afirmou que o Pai procura verdadeiros adoradores que O adorem em espírito e em verdade (Jo 4.23–24). Assim, todo culto deve brotar de um coração regenerado, guiado pelo Espírito Santo e fundamentado na Palavra de Deus. No culto, a Igreja celebra a obra redentora de Cristo, proclama Seu senhorio e se alimenta espiritualmente por meio das Escrituras, da oração, da comunhão e da adoração conjunta.
A Necessidade de Congregarmos
A Bíblia ensina claramente que a fé cristã não é vivida de forma isolada, mas em comunidade. Desde o Antigo Testamento, o povo de Deus se reunia para ouvir a Lei, oferecer sacrifícios, cantar louvores e buscar a face do Senhor (Sl 122.1; Ne 8.1–8). No Novo Testamento, a Igreja nasce reunida (At 2.1) e permanece perseverando “na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações” (At 2.42). A vida congregacional não é opcional, mas expressão da nossa identidade como Corpo de Cristo (1Co 12.12–27). Hebreus 10.25 ordena: “não deixemos a nossa congregação, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações, e tanto mais quanto vedes que o dia se aproxima.” Congregarmos é obedecer ao Senhor e preservar nossa fé. Na comunhão dos santos somos edificados, fortalecidos, encorajados e corrigidos. Deus usa a Igreja reunida para distribuir dons, ministrar cura emocional e espiritual, gerar maturidade, e manter Seus filhos firmes no caminho (Ef 4.11–16).
O Culto como Atividade Sagrada do Povo de Deus
O culto congregacional é o momento em que o Corpo se apresenta ao Cabeça, Cristo, para render-Lhe glória. Nele: A Palavra é proclamada com autoridade (2Tm 4.2). Os crentes oferecem sacrifícios espirituais aceitáveis (Rm 12.1; 1Pe 2.5). A fé é fortalecida e alimentada (Rm 10.17). A comunhão do Espírito se manifesta (2Co 13.13). A Igreja expressa sua unidade e missão na terra (Ef 4.3–6). É no culto que celebramos a Ceia do Senhor, proclamando Sua morte até que Ele venha (1Co 11.26), e é nele que exercitamos o amor fraternal, compartilhando cargas e vitórias (Gl 6.2).
Consequências de Abandonar o Culto e a Congregação
A negligência ao culto e à comunhão enfraquece a fé, reduz o zelo e abre espaço para o engano espiritual. O crente isolado torna-se presa fácil das tentações, perde a sensibilidade à Palavra e afasta-se da disciplina do Espírito. Por isso a Escritura insiste tão fortemente na perseverança comunitária, na admoestação mútua e no serviço uns aos outros (Hb 3.13; Jo 15.4–5). Conclusão: Assim, afirmamos doutrinariamente que cultuar a Deus e congregar com os irmãos são práticas indispensáveis da fé cristã, ordenadas pelas Escrituras e sustentadas pelo exemplo da Igreja ao longo dos séculos. Pela adoração e pela comunhão, Deus santifica Seu povo, fortalece sua fé, manifesta Sua presença e prepara a Igreja para o encontro glorioso com Cristo. Todo crente, regenerado pela graça, é chamado a viver em comunhão, adorar com sinceridade e participar fielmente da congregação do Senhor, para que o nome de Deus seja exaltado e Seu Reino se manifeste entre os homens.
12 – O Remanescente e Sua Missão: Cremos que a Igreja universal é composta por todos os que verdadeiramente creem em Jesus Cristo como Senhor e Salvador, sendo regenerados pelo Espírito Santo e incorporados ao Corpo de Cristo. Contudo, afirmamos que, segundo as Escrituras, nos últimos dias Deus suscita um remanescente fiel, chamado para permanecer firme na obediência aos mandamentos de Deus e na fidelidade ao testemunho de Jesus Cristo (Ap 12:17). Esse remanescente, levantado pela soberana vontade divina, possui uma missão profética e intransferível: anunciar ao mundo a chegada da hora do Juízo, proclamar a salvação plena e suficiente por meio de Cristo e advertir sobre a iminente volta do Senhor em glória (Mt 28:18–20; Mt 24:14; 2Co 5:10; Ap 14:6–12). Sua identidade espiritual está relacionada à fidelidade, à perseverança e ao compromisso com a verdade bíblica que resplandece em meio à apostasia dos últimos dias. A proclamação desta missão especial é simbolizada nas visões proféticas dos três anjos de Apocalipse 14, cuja mensagem constitui o último chamado de Deus à humanidade. Essa mensagem coincide com a obra de juízo em andamento no Céu e produz, na Terra, um movimento de profundo arrependimento, reforma e retorno às verdades eternas da Palavra de Deus (Ap 14:6–12; Ap 18:1–4). Declaramos que este remanescente não existe por mérito próprio, mas pela graça divina que sustenta, purifica e capacita o Seu povo. Ele é convocado a viver em santidade, “sem mácula nem ruga” (Ef 5:27), aguardando com esperança vigilante a manifestação gloriosa do Reino de Deus (2Pe 3:10–14). Reconhecemos, ainda, que todo crente, independentemente de sua origem, é chamado pelo Espírito Santo a participar ativamente deste testemunho mundial, proclamando o Evangelho eterno, vivendo em conformidade com o caráter de Cristo e engajando-se na missão redentora que antecede o retorno do nosso Salvador (Jd 3 e 14; 1Pe 1:16–19; Ap 21:1–14). Assim, afirmamos com convicção que o remanescente é um instrumento escolhido de Deus para cumprir, nos tempos finais, o propósito eterno de chamar o mundo ao arrependimento, à verdade e à esperança do glorioso advento de Cristo.
13- Unidade no Corpo Universal de Cristo:
I. Natureza da Igreja
Cremos que a Igreja é o Corpo espiritual de Cristo, universal e indivisível, composta por todos os que foram chamados à fé em Jesus Cristo, sem distinção de nação, tribo, língua ou povo (1 Coríntios 12:12-14; Gálatas 3:27-29; Atos 17:26-27). A Igreja não é uma instituição meramente humana, mas uma realidade divina, constituída pela obra do Espírito Santo na vida daqueles que, mediante a fé, são reconciliados com Deus (2 Coríntios 5:16-17; Efésios 4:4-6).
II. Fundamento da Unidade
A unidade do Corpo de Cristo tem seu fundamento na revelação de Deus em Seu Filho, Jesus Cristo, contida nas Escrituras Sagradas. Esta unidade é espiritual e orgânica, sustentada pela fé comum, pela esperança compartilhada e pelo amor fraternal (João 17:20-23; Colossenses 3:10-15). Não depende de afinidades culturais, sociais ou geográficas, mas do vínculo sobrenatural que nos une a Cristo e uns aos outros pelo Espírito Santo.
III. Conteúdo da Fé Comum
A unidade da Igreja se expressa na confissão da fé apostólica, que reconhece: 1. Um só Deus, o Pai, de quem procede toda a criação e para quem vivemos (1 Coríntios 8:6). 2. Um só Senhor, Jesus Cristo, por intermédio de quem tudo foi criado e por quem também recebemos vida e redenção (1 Coríntios 8:6). Esta confissão é o elo que mantém todos os crentes firmes em doutrina, santidade e adoração verdadeira, manifestando a unidade do Espírito e o propósito divino de reconciliar toda a humanidade com Deus (Efésios 4:1-6; João 14:6).
IV. Expressão da Unidade na Vida do Corpo
A unidade no Corpo de Cristo não é apenas teórica, mas prática e visível na vida da Igreja: A prática do amor fraternal, da justiça e da imparcialidade entre os membros (Tiago 2:2-9; 1 João 5:1). A adoração e a honra a Deus Pai e a Seu Filho, que nos redimiram e nos adotaram como filhos (Salmos 133:1; 2 Coríntios 5:16-17). O testemunho público e coerente da fé cristã perante todas as nações (Atos 1:8; Mateus 28:19-20).
V. Importância Teológica da Unidade
A unidade da Igreja é essencial à missão do Corpo de Cristo. Ela reflete a glória de Deus, fortalece a fé individual e coletiva, e demonstra ao mundo a reconciliação e a paz trazidas pelo Evangelho (João 13:34-35; Efésios 4:15-16). A fragmentação ou divisão enfraquece o testemunho e contradiz o propósito divino de fazer de todos os crentes um só Corpo em Cristo. Conclusão: Portanto, a Igreja é chamada a manter a unidade no Espírito, preservando a fé apostólica, vivendo a comunhão fraternal e proclamando o Evangelho de reconciliação a todas as criaturas. A verdadeira unidade cristã é fruto da obra de Cristo e do Espírito Santo e deve ser visível na adoração, na doutrina, na ética e na missão da Igreja no mundo (Efésios 4:1-6; João 17:20-23).
14 – Do Batismo por Imersão nas Águas: Nós, os Protestantes Adventistas do Avivamento, declaramos e confessamos o Batismo por imersão nas águas como uma ordenança sagrada instituída por nosso Senhor Jesus Cristo, necessária como testemunho público da fé, arrependimento e união espiritual do crente com a morte, o sepultamento e a ressurreição de Cristo.
1. Natureza e Significado Espiritual do Batismo
Cremos que:
1.1 — Pelo Batismo, o crente confessa sua fé na obra redentora de Cristo, testemunhando sua morte para o pecado e seu compromisso de andar em novidade de vida (Romanos 6:1-6; Colossenses 2:12-13).
1.2 — O Batismo é símbolo externo de uma realidade espiritual interna, indicando regeneração, purificação e incorporação ao Corpo de Cristo, a Igreja (1 Coríntios 12:13; Gálatas 3:27).
1.3 — Pelo Batismo, o crente é recebido como membro visível da Igreja do Senhor, conforme a prática apostólica revelada nas Sagradas Escrituras.
2. Modo Bíblico do Batismo
2.1 — Cremos que o Batismo deve ser realizado exclusivamente por imersão, conforme o exemplo de Cristo e a prática da Igreja primitiva (Mateus 3:13-16; Atos 8:38-39).
2.2 — A imersão simboliza com clareza a morte, o sepultamento e a ressurreição de Cristo, sendo o método bíblico e apostólico para aqueles que professam arrependimento e fé.
3. A Fórmula Cristocêntrica do Batismo
3.1 — Confessamos que o Batismo deve ser administrado em o Nome do Senhor Jesus Cristo, conforme testemunham as Escrituras e a prática apostólica (Atos 2:38; 8:16; 10:48; 19:5; 22:16).
3.2 — Declaramos que essa fórmula não contradiz, mas confirma a ordenança do Senhor em Mateus 28:19, pois o Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo revela-se plenamente concentrado na Pessoa glorificada de Jesus Cristo.
3.3 — Cremos que o Nome do Senhor Jesus Cristo possui toda autoridade, pois:
> “Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o Nome que está acima de todo nome” (Filipenses 2:9-11).
3.4 — Cremos que o Nome de Jesus é o Nome divino prometido nas profecias, pois:
— Ele é Emanuel, Deus Conosco (Isaías 7:14; Mateus 1:23);
— Ele é o Deus Forte e Pai da Eternidade (Isaías 9:6);
— Ele é a exata expressão do Ser de Deus, o Herdeiro do Nome mais excelente (Hebreus 1:3-4).
4. Fundamento Bíblico e Apostolicidade
4.1 — Declaramos que o Batismo em o Nome do Senhor Jesus Cristo é a fórmula ensinada pelos apóstolos, praticada pela Igreja primitiva, registrada repetidas vezes no Novo Testamento, espiritualmente suficiente, completa e plenamente bíblica.
4.2 — A ordenança deve sempre acompanhar o arrependimento genuíno e a fé salvadora em Cristo Jesus (Atos 2:38; Lucas 24:46-47).
5. Confissão Doutrinária Final
Assim, afirmamos solenemente que o Batismo por imersão em o Nome do Senhor Jesus Cristo — fundamentado nas Escrituras, confirmado pelos apóstolos e praticado pela Igreja fiel — é a forma bíblica para todo aquele que, arrependido e convertido, torna-se uma nova criatura pela obra da graça de Deus.
Adendo 01: O uso da expressão “nome de Jesus Cristo”, especialmente no livro de Atos, funciona como uma referência abreviada à plena autoridade divina. Jesus é a manifestação visível de Deus, o Filho que revela o Pai e que, após sua obra redentora, envia o Espírito Santo. Assim, quando alguém é batizado “em nome de Jesus”, está sendo identificado com a realidade da salvação que Ele consumou. O nome de Jesus não era apenas uma designação pessoal, mas representava a totalidade de quem Ele é: sua pessoa, sua missão, sua obra e sua relação com Deus e com a humanidade.
Adendo 02: TUDO EM NOME DO SENHOR JESUS:
-As orações, conforme as Escrituras, devem ser sempre em nome de Jesus (João 14:13 e 14; João 15:16; João 16:24, 26 e 27; Tiago 5:14).
-Advertências, admoestações e repreensões foram feitas em nome de Jesus (I Cor. 1:10; 5:4; II Tess. 3:6).
-Milagres sempre em nome de Jesus (Mat. 7:22; Mar. 9:38-40; Mar. 16:15-18; Luc. 10:17; Atos 3:6; 4:7-12; 4:30; 16:18).
-Obras de caridade, sempre em nome de Jesus (Mat 18:5; Mar. 9:37 e 41; Luc. 9:48).
-Reuniões espirituais e pregações, sempre em nome de Jesus (Mat. 18:20; Luc. 24:46 e 47; Atos 4:18; 9:27 e 29; Efés. 5:20; Tiago 5:10).
-Até mesmo o Espírito é enviado em nome de Jesus conforme João 14:26.
-Nossa salvação é no nome do nosso Senhor Jesus Cristo (Atos 4:12; João 20:31; I Cor. 6:11)”.
Adendo 03: Quem Pode Batizar?
A Bíblia não especifica rigidamente a qualificação exata de quem pode realizar um batismo. No entanto, a prática da igreja primitiva e a teologia subjacente sugerem que o batismo deve ser ministrado por alguém que tenha autoridade e esteja em boa posição com a igreja. Geralmente, são líderes ordenados ou designados pela igreja (pastores, presbíteros, evangelistas) que conduzem o batismo, seguindo as diretrizes e a doutrina da sua denominação. O foco deve estar menos no “quem” e mais na autoridade de Cristo que capacita o batizador. O batizador é um instrumento, e a eficácia do batismo reside na obra de Deus e na fé do batizado, não na perfeição ou santidade do ministro.
Adendo 04: 33 Razões Para Batizar em o Nome do Senhor Jesus Cristo:
1") Porque o primeiro Batismo da história da Igreja foi realizado em Nome de Jesus Cristo (Atos 2:38), e este é o modelo original de Batismo da Igreja Cristã
2") Porque toda propriedade deve ser registrada em nome do seu dono. Jesus Cristo é o dono da Igreja, pois Ele a comprou com Seu sangue (Apocalipse 5:9), portanto ela (a Igreja) deve ser batizada (registrada) em seu Nome,
3*) Porque a Igreja é a noiva ou esposa de Jesus (Apocalipse 21:9), e nós sabemos que a noiva ou esposa recebe o Nome do seu noivo ou esposo (Apocalipse 22:4; Tiago 2:7: Atos 15:17).
4") Porque a Igreja foi desposada com um só esposo, que é Cristo (2Corintios 11:2). Aliás, a lgreja foi desposada com um SÓ esposo, e não com dois ou três (1 Coríntios 2:2).
5") Porque o Apóstolo Paulo rebatizou os discípulos de João Batista (Atos 19:1- 5); isto porque O mesmos não eram batizados em Nome do Senhor Jesus Cristo,
6") Porque o Apóstolo Paulo disse que há um só Batismo (Efésios 4.5) e ele o realizava em Nome do Senhor Jesus Cristo (Atos 19:5)
7") Porque o Evangelho que Paulo pregava continha o Batismo em Nome de Jesus Cristo (Atos 19:5), e ele disse que não recebera esse evangelho de homem algum mas mediante revelação de Jesus Cristo (Gálatas 3:27; 1Timóteo 2:5).
8") Porque assim como os Israelitas foram batizados em Moisés (o mediador deles), nós, os Cristãos, devemos ser batizados em Nome de Jesus Cristo, o nosso Mediador (Gálatas 3:27: 1Timóteo 2:5)
9") Porque sabemos, como sabiam os Apóstolos, que repetir uma ordem não é o mesmo que obedecê-la. Quando um ministro batiza alguém dizendo: "Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ele (o ministro) repetiu a ordem, mas não a obedeceu, e por que não obedeceu? Porque o nome próprio do Pai, do Filho e do Espírito Santo, que é Jesus Cristo, não foi invocado sobre o batizando.
10%) Porque Jesus e os seus apóstolos incluíram o batismo bíblico no plano de salvação (Marcos 16:16: Atos 2:38. 8:36-38. 16:29-33. 22:16 e 1Pedro 3.21).
112) Porque o Batismo em Nome de Jesus Cristo é para judeus (Atos 2:38), para samaritanos (Atos 8:16), para os gentios (Atos 10:48), para os discípulos de João Batista (Atos 19:1-5), para mim e para você
12") Porque o Nome de Jesus está acima de todo o principado, e autoridade, e poder, e domínio e de todo nome que se nomeia não só neste século, mas também no vindouro (Efesios 1:21; Filipenses 2:10)
13a) Porque a Bíblia diz: "Tudo que fizerdes por palavras ou por obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus..." (Colossenses 3:17), e o Batismo é realizado com palavras e obras (ação).
142) Porque Deus visitou os gentios para tomar dentre eles um povo para o Seu Nome (Atos 15:14); e o nome que Pedro mandou invocar sobre os gentios foi o Nome de Jesus Cristo (Atos 10:48)
15%) Porque Paulo repreendeu os irmãos de Corinto que diziam: "Eu sou de Paulo" e perguntou-Ihes: " Foi Paulo crucificado por vós? Ou fostes vós batizados em nome de Paulo? Quem foi crucificado pelos Coríntios? Jesus Cristo! Em nome de quem eles foram batizados? Jesus Cristo! O contexto não permite outra resposta, porque a menos que eles tivessem sido batizados em Nome de Jesus Cristo, o argumento do Apóstolo Paulo deixaria de ter qualquer significado (1Coríntios 1:12-13).
16*%) Porque Paulo recomendou: "Sede meus imitadores como eu o sou de Cristo" (1Coríntios 11:1). E sem dúvida alguma ele batizava em Nome de Jesus (Atos 19:5). Então façamos o mesmo.
17a) Porque quem obedece aos apóstolos obedece a Jesus (Lucas 10:16), pois os mandamentos do Senhor nos foram dados por eles (2Pedro 3:2).
18") Porque a Bíblia diz que a Igreja está edificada sobre o fundamento dos Apóstolos e profetas, sendo o próprio Jesus Cristo a pedra de esquina (Efésios 2:20); e os Apóstolos, como sabemos batizavam em Nome de Jesus Cristo (Atos 2:38 e 1Coríntios 3:11).
19") Porque os Apóstolos formados na melhor escola de teologia do Planeta, sob os pés do melhor professor de todos os tempos, batizavam em Nome de Jesus Cristo (Atos 2:38 e 19:5).
20") Porque o Espírito Santo veio para guiar os Apóstolos em toda a verdade (João 16:13), e nesta verdade se inclui o Batismo nas águas. Aliás, por ocasião da descida do Espírito Santo, os Apóstolos batizaram quase três mil pessoas em Nome de Jesus Cristo (Atos 2:38,41)
21") Porque os Apóstolos sabiam que o seu maravilhoso Mestre era o Pai, pois conheciam a profecia de Isaías 9:6; sabiam que Ele era o Filho (Mateus 16:16); sabiam que Ele mesmo era o Espírito Santo (João 14:17 e 2Coríntios 3:17); Aquele que é, é o mesmo que era (homem) e que há de vir (Apocalipse 1:8)
22a) Porque o Batismo é para remissão de pecados (Atos 2:38); e remissão de pecados só acontece em Nome de Jesus Cristo (Atos 22:16; 10:43 e 1João 2:12).
23a) Porque sabemos, como sabiam os apóstolos, que Pai, Filho e Espírito Santo são títulos de um Ser, cujo nome próprio é Jesus (Zacarias 14:9 e João 17:11,12)
24") Porque não encontramos nenhum Batismo na Bíblia, que foi realizado sob a invocação dos títulos (Pai, Filho e Espírito Santo); mas, muitos relatos de Batismos e todos realizados em Nome de Jesus Cristo ( Atos 2;38, 8:16, 10:48. 19:5, etc.).
25*) Porque veremos o rosto de Jesus e em nossas frontes estará o Nome d'Ele (Apocalipse 22:4).
26") Porque não há salvação em nenhum outro, pois debaixo do céu nenhum outro Nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos (Atos 4:12)
27a) Porque Mateus nos fala para realizarmos o Batismo em Nome (singular) e não em nomes (plural), e sabemos que Pai, Filho e Espírito Santo não é nome próprio de ninguém (Zacarias 14:9).
28") Porque os Apóstolos, além do professor interior (0 Espírito Santo), tinham também a mente aberta por Jesus (Lucas 24:45); isto os capacitou a compreender que o Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo é Jesus Cristo (Isaías 52:6 e João 17:12).
29" Porque Mateus estando presente no dia do Pentecostes ficou de pé junto com os demais Apóstolos em sinal de apoio a Pedro, que dizia: "Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em Nome de Jesus Cristo para remissão dos pecados..." (Atos 2:14,38).
30") Porque o Senhor, através de seu anjo, recomendou a Cornélio, um pregador que batizava em Nome de Jesus Cristo (Atos 10:1-6,47,48, 11:13,14 e 2:38)
31*) Porque Paulo Batizava em Nome de Jesus Cristo (Atos 19:5), e foi chamado de pregador de uma seita (Atos 24:14 e 28:22). Será que hoje acontece o mesmo com os que Batizam como ele?
32*) Porque Nele (Jesus) habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Colossenses 2:9), isto é, em Jesus nós temos o Pai (Isaias 9:6), o Filho (Mateus 16:16) e o Espírito Santo (2Coríntios 3:17)
33*) Porque para confirmar que os Apóstolos agiram corretamente ao Batizar em Nome de Jesus Cristo, eles receberam honra no céu, tendo os seus nomes escritos nos muros da Cidade Santa (Apocalipse 21:14).
15- A Ceia do Senhor (Santa Comunhão): Cremos que A Ceia do Senhor, também chamada Santa Comunhão, é um santo sacramento instituído por nosso Senhor Jesus Cristo como memorial perpétuo de Sua morte vicária, de Sua ressurreição triunfante e da bendita esperança de Sua segunda vinda (Mt 26:17-30; 1Co 11:23-26). Confessamos que participar dos emblemas — o pão e o suco puro da videira — é uma expressão visível e solene da fé no sacrifício expiatório de Cristo, através do qual recebemos, pela graça, o perdão, a reconciliação e a vida eterna. O pão representa o corpo de Cristo oferecido por nós; o cálice (com o suco puro da videira) representa o sangue da Nova Aliança derramado para remissão dos pecados (1Co 10:16-17; Jo 6:48-63). Afirmamos que a Ceia deve ser precedida de autoexame, arrependimento sincero e confissão voluntária, conforme o ensino apostólico (1Co 11:27-30). Este momento de consagração conduz o crente a uma participação digna, na qual Cristo Se faz espiritualmente presente para fortalecer, santificar e confirmar o Seu povo na graça, renovando a comunhão com Ele e com o Corpo da Igreja (Ap 3:20). Professamos que a Santa Comunhão é observada “até que Ele venha”, reunindo a Igreja ao redor da lembrança viva da cruz e da proclamação da bem-aventurança futura, quando o Senhor ressurgido voltará para redimir plenamente o Seu povo (1Co 11:26). Reconhecemos, ainda, que Cristo instituiu a Cerimônia do Lava-Pés como símbolo de purificação contínua, humildade cristã e serviço mútuo (Jo 13:1-17). Por este ato de submissão e amor, ensinou-nos que aqueles que pertencem a Ele devem andar em santidade, perdão, humildade e disposição para servir. A lavagem dos pés é uma expressão visível da comunhão fraterna e uma lembrança constante de que todos os discípulos são chamados a ter parte com o Senhor (Jo 13:8-10). Cremos que todo aquele que foi batizado em Cristo e reconhece Jesus como Filho de Deus pode e deve participar desta cerimônia, como testemunho público de fé e obediência. A lavagem mútua dos pés pode ser observada sempre que se julgar apropriado, como reafirmação de pureza, comunhão e amor cristão. Afirmamos, por fim, que a Santa Comunhão deve ser celebrada com frequência, com ordem, reverência e fidelidade, utilizando apenas pão ázimo e suco puro da videira, conforme o modelo bíblico e a prática apostólica. Assim declaramos, para glória de Deus Pai, honra do Filho e comunhão no Espírito Santo. Amém.
16 - DONS E MINISTÉRIOS ESPIRITUAIS: Cremos que os dons espirituais são dádivas sobrenaturais concedidas por Deus à Sua Igreja mediante a operação soberana do Espírito Santo. Tais dons são distribuídos “a cada um, visando ao que for útil” e “como Ele quer” (1 Co 12:7, 11), constituindo-se em instrumentos divinamente ordenados para a edificação, consolidação e missão do Corpo de Cristo. Conforme a revelação apostólica registrada em 1 Coríntios 12:8-10, reconhecemos a manifestação de nove dons espirituais, a saber: 1. Palavra da Sabedoria; 2. Palavra do Conhecimento; 3. Fé; 4. Dons de Curar; 5. Operação de Milagres; 6. Profecia; 7. Discernimento de Espíritos; 8. Variedade de Línguas; 9. Interpretação de Línguas. Tais dons são obra exclusiva do Espírito Santo (1 Co 12:11) e são concedidos com o propósito de fortalecer, instruir e aperfeiçoar o povo de Deus (1 Co 14:12). Não são resultado de mérito humano, mas expressão da graça divina atuante em favor da Igreja para o cumprimento de sua missão no mundo. Cremos também que Deus, em todas as eras, concede aos membros de Sua Igreja dons espirituais e capacitações ministeriais necessárias para a realização da obra que Ele mesmo determinou. O Espírito Santo distribui esses dons conforme Sua vontade soberana, provendo à Igreja tudo o que ela necessita para funcionar como o Corpo vivo de Cristo, unido e eficaz em sua missão (Rm 12:4-8; 1 Co 12:27-28; 1 Pe 4:10-11). Reconhecemos que alguns membros do Corpo de Cristo são chamados e separados por Deus para exercer ministérios específicos, e que o próprio Senhor concede dons e funções em áreas como o pastorado, ensino, evangelismo, profecia e apostolado, conforme descreve a Escritura (Ef 4:8, 11-16). Esses ministérios existem para equipar os santos, promover a unidade da fé, conduzir o povo à maturidade espiritual e consolidar a Igreja na verdade. Cremos ainda que todos os dons e ministérios devem operar em espírito de amor, serviço, santidade e submissão à Palavra inspirada. São ferramentas sagradas pela qual o Espírito Santo glorifica Cristo, preserva a Igreja na verdade, conduz pecadores ao arrependimento e sustenta a missão do Reino de Deus na Terra (2 Co 5:14-21; At 6:1-7; 1 Tm 2:1-3; Cl 2:19; Mt 25:31-36). Assim, afirmamos que os dons espirituais e os ministérios eclesiásticos permanecem vigentes, necessários e plenamente operantes, enquanto o Espírito Santo continuar edificando, guiando e vivificando a Igreja de Cristo até o dia de Sua gloriosa vinda.
17 - A Lei de Deus: Os Mandamentos Morais: Cremos que a Lei de Deus, revelada de forma plena nos Dez Mandamentos e perfeitamente demonstrada na vida e no caráter de Jesus Cristo, constitui a expressão imutável do amor, da santidade, da vontade e do governo moral de Deus sobre a humanidade. Esses princípios divinos são universais, eternos e obrigatórios a todos os seres humanos, em todas as épocas, por refletirem o caráter justo e perfeito do próprio Deus. (Êxodo 20:1-17; Salmos 19:7-13; Mateus 5:17-20; João 14:15). A Lei moral é o fundamento do concerto de Deus com o Seu povo e estabelece a norma pela qual todos os seres humanos serão julgados. (Romanos 8:1-4; 1 João 5:3) A Escritura declara claramente: “E temos certeza de que o conhecemos, se guardamos Seus mandamentos. Aquele que diz: ‘Eu O conheço’, mas não guarda Seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele.” (1 João 2:3-4). Reconhecemos que a Lei, mediante a atuação convincente do Espírito Santo, revela o pecado e desperta no ser humano a consciência de sua necessidade absoluta de um Salvador. Assim, ela aponta para Cristo como o único caminho para a redenção e reconciliação com Deus. (Romanos 3:20; Gálatas 3:24). Cremos e confessamos que a salvação é inteiramente pela graça, mediante a fé, e jamais pelas obras da Lei. (Efésios 2:8-10) No entanto, afirmamos com igual convicção que a obediência aos mandamentos é fruto natural e indispensável da vida regenerada. A graça que salva também capacita para obedecer, e essa obediência de fé revela o poder transformador de Cristo no crente, desenvolvendo seu caráter, produzindo alegria espiritual e fortalecendo o testemunho cristão diante do mundo. (João 15:7-10; Romanos 8:3-4). Assim, a observância dos mandamentos expressa nosso amor a Deus, nosso compromisso com Sua vontade, e nossa responsabilidade para com o próximo. (Mateus 22:36-40) Cremos que os mandamentos divinos permanecerão válidos enquanto durar o propósito de Deus para a humanidade, pois são perfeitos, santos, justos e bons. (Salmos 19:7-14). Em tudo, declaramos que a Lei de Deus — confirmada por Cristo, internalizada no coração pelo Espírito Santo e vivida como expressão de amor e fidelidade — continua sendo parte integrante da fé e da vida cristã até a consumação final.
18 - O Sábado Sagrado, o Verdadeiro Dia do Senhor: Cremos que o Sábado do sétimo dia é um dom santo e perpétuo do Criador, instituído após os seis dias da Criação, como memorial da obra criadora de Deus e expressão de Seu descanso divino (Gênesis 2:1-3; Êxodo 20:8-11; 31:12-17). O quarto mandamento da Lei de Deus requer a observância deste dia como tempo de descanso, adoração e serviço ao Senhor, sendo imutável e aplicável a todas as pessoas em todas as gerações (Deuteronômio 5:12-15; Isaías 56:5-6). A prática do Sábado, confirmada por Cristo, o Senhor do Sábado (Marcos 2:27-28; Lucas 4:16), consiste em um dia de comunhão com Deus e com os irmãos, de reflexão espiritual, estudo das Escrituras e serviço ao próximo. O Sábado é símbolo de nossa redenção em Cristo, sinal de santificação, prova de fidelidade e antegozo do reino eterno de Deus (Hebreus 4:1-11; Isaías 58:13-14). A observância do Sábado foi seguida pelos primeiros discípulos, inclusive após a morte de Cristo, em cumprimento à Lei de Deus e em demonstração de fé e obediência (Lucas 23:54-56). O próprio Senhor Jesus exemplificou a observância, demonstrando que o Sábado foi criado para o benefício do ser humano, e não o contrário (Marcos 2:27). Cremos que a celebração do Sábado deve ocorrer de tarde a tarde, do pôr-do-sol ao pôr-do-sol, como ensinam as Escrituras, sendo um tempo de deleitosa comunhão com Deus, de lembrança dos Seus atos criadores e redentores, e de fortalecimento espiritual para a vida cristã (Gênesis 2:1-3; Êxodo 31:13-17; Levítico 23:32; Isaías 56:5-6; Ezequiel 20:12,20; Lucas 4:16; Mateus 12:1-12). Portanto, o Sábado sagrado é o sinal perpétuo do concerto de Deus com Seu povo, uma expressão da Sua aliança eterna, e deve ser guardado como um ato de adoração, gratidão, santificação e comunhão, sendo testemunho da fé, lealdade e esperança do crente na vida presente e na eternidade vindoura. Deus formou o ser humano como corpo, alma e espírito, e o descanso é parte essencial da saúde integral. Jesus, durante Seu ministério terreno, disse aos discípulos: “Vinde à parte... e repousai um pouco” (Mc 6.31). Aquele que não descansa viola um princípio de sabedoria divina, tornando-se vulnerável ao desgaste emocional, físico e espiritual. O descanso é, portanto, expressão do cuidado de Deus por Seus filhos.
19 - Mordomia: A Administração Fiel e a Sustentação da Obra Divina:
●001- Nós, como despenseiros de Deus, reconhecemos a verdade fundamental de que o Senhor é o legítimo Proprietário de tudo o que existe, conforme declara o Salmo 24:1: "Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe, o mundo e os seus habitantes."
Sob esta perspectiva divina, nossa vida é um ato contínuo de mordomia. Temos a sagrada responsabilidade de fazer um uso adequado e sábio do tempo, das oportunidades, dos talentos, das habilidades e, sobretudo, das bênçãos e bens terrenos que o Criador amorosamente confiou ao nosso cuidado. Esta mordomia transcende a mera administração de nossas possessões; ela se manifesta na fiel aplicação desses recursos em serviço direto ao Senhor e no auxílio prático aos nossos semelhantes.
●002- A Sustentação Financeira da Missão:
Em obediência e adoração, dedicamos nosso tempo e recursos, honrando a Deus por meio de duas práticas distintas e vitais: a devolução dos dízimos e a contribuição com ofertas. Estes atos não apenas demonstram nossa sujeição a Ele, mas também viabilizam a divulgação de Seu Evangelho, a manutenção e o crescimento estrutural de Sua igreja em todo o mundo.
●003- O Dízimo: O Reconhecimento da Soberania de Deus
De acordo com as Escrituras Sagradas — desde a criação, onde a humanidade recebeu a tarefa de cuidar da Terra (Gênesis 1:26-28), até a instrução profética em Malaquias 3:8-12 — o dízimo é uma determinação divina que se aplica a todos os que se reconhecem como filhos de Deus. O dízimo, que corresponde à décima parte (10%) de nossos rendimentos, foi biblicamente instituído para o suporte integral do ministério e das atividades centrais da igreja. Conforme a ordem clara de Levítico 27:30 e a reiteração em Malaquias 3:10, é um mandamento bíblico que todos os dízimos sejam trazidos "à casa do tesouro" com fidelidade, como uma expressão de obediente louvor e submissão à Sua Palavra.
●004- A Oferta: O Reflexo da Generosidade do Crente
Em contraste com a fidelidade do dízimo, as ofertas são um ato de voluntariedade e liberalidade, representando a generosidade do coração de cada crente. Como nos instrui 2 Coríntios 9:7, "Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria." A Escritura estabelece um princípio poderoso de reciprocidade: quem semeia com parcimônia colherá escassamente, enquanto aqueles que semeiam com liberalidade e abundância colherão uma colheita igualmente vasta (2 Coríntios 9:6).
●005- Voluntariedade e Propósito na Igreja Protestante Adventista do Avivamento: Nós, como Protestantes Adventistas do Avivamento, temos plena consciência da instrução de nosso Mestre, Jesus Cristo, que declarou: "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus" (Marcos 12:17). Em consonância com todos esses princípios, a prática de devolver dízimos e ofertas deve ser realizada de forma voluntária, baseada na renda e na disposição alegre do coração de cada crente, e jamais por imposição, coação ou constrangimento. A totalidade dos dízimos e ofertas sagradamente destinados tem o propósito exclusivo de atender às necessidades vitais da igreja em todas as suas frentes de atuação e, crucialmente, à expansão incessante da proclamação do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo a todas as nações. Assim, os membros de nossa igreja devolvem ao Senhor, com alegria, gratidão e fé, aquilo que decidiram em seus corações, conforme suas possibilidades e o Seu mandamento.
20 - Conduta Cristã e Alimentação Bíblica: Cremos que todo cristão é chamado a viver uma vida piedosa, refletindo em pensamento, sentimento e ação os princípios do Céu, para que o Espírito Santo transforme o caráter à semelhança de Cristo (1 João 2:6; Efésios 5:1-13; Romanos 12:1-2). Essa transformação envolve escolhas que promovam pureza, saúde, santidade e alegria espiritual, afastando o crente de práticas mundanas e de tudo que possa macular a fé ou causar escândalo (1 Coríntios 6:19-20; 10:31; Filipenses 2:15; 1 Pedro 3:1-4). Cremos que, em Cristo, o crente torna-se uma “nova criatura”, e sua vida deve refletir o caráter de Jesus em todos os aspectos, demonstrando integridade, santidade e amor para com Deus e com o próximo (2 Coríntios 5:17; 2 Coríntios 7:1). Quanto à alimentação, cremos que Deus estabeleceu uma lei clara quanto aos alimentos permitidos, limpos e imundos, como registrado em Levítico 11, orientando o povo de Deus a obedecer em todas as circunstâncias (Levítico 11:1-47; Jó 14:4; Isaías 65:4; 66:17; 2 Coríntios 6:17; Apocalipse 18:2). Cremos que o uso de bebidas alcoólicas, tabaco, drogas ilícitas ou quaisquer substâncias prejudiciais ao corpo são contrários à santidade que Deus requer do Seu povo. Cremos que a santificação pessoal envolve não apenas abstinência de práticas nocivas, mas também o cultivo de pensamentos, atitudes e comportamentos alinhados à Palavra de Deus, demonstrando devoção, obediência e harmonia com Sua vontade perfeita (Levítico 20:7; 1 Timóteo 2:9-10; 2 Coríntios 10:5; Filipenses 4:8). Portanto, a conduta cristã, incluindo hábitos alimentares, é expressão prática da santidade, do amor a Deus e do compromisso com a vida nova em Cristo, capacitada pelo Espírito Santo.
21- Matrimônio e Família: Cremos que o matrimônio foi instituído por Deus no Éden como uma união sagrada, vitalícia e monogâmica entre um homem e uma mulher, baseada em amor, fidelidade e companheirismo mútuo (Gênesis 2:18-25; Mateus 19:3-9; Marcos 10:11-12). Essa união é também uma aliança espiritual, na qual o compromisso com o cônjuge reflete o compromisso com Deus, sendo recomendada apenas entre aqueles que compartilham a mesma fé (2 Coríntios 6:14). Cremos que a intimidade sexual é um dom sagrado de Deus, reservado exclusivamente para o contexto do matrimônio, e deve ser exercida em pureza e santidade. A violação desse princípio constitui pecado, sendo que Deus julgará os imorais e adúlteros (Hebreus 13:4; 1 Coríntios 7:2, 9). O divórcio é permitido apenas em casos de infidelidade conjugal, conforme o ensino de Cristo, e qualquer novo casamento fora dessa exceção é considerado adultério (Mateus 5:31-32; 19:3-9; Lucas 16:18). Cremos que a família é um instrumento divinamente ordenado para o crescimento espiritual e moral de seus membros. Os pais têm a responsabilidade de educar seus filhos no amor e na obediência a Deus, instruindo-os com palavras e pelo exemplo, ensinando-lhes que Cristo é um disciplinador amoroso, sempre terno e paciente (Deuteronômio 6:5-9; Provérbios 22:6; Efésios 6:1-4; Malaquias 4:5-6). Cremos que o fortalecimento da intimidade familiar, fundamentado na fé, oração e prática dos princípios bíblicos, é essencial para o desenvolvimento de caráter cristão e para a preparação dos filhos para se tornarem membros responsáveis e piedosos da Igreja, a família de Deus (Efésios 5:21-33; João 2:1-11; 1 Coríntios 7:10-11). Portanto, para os Protestantes Adventistas do Avivamento, o matrimônio e a família são sagrados e devem ser tratados com reverência, amor, fidelidade, pureza e obediência à Palavra de Deus, como expressão prática da santidade e do propósito divino em nossas vidas.
22 – O Ministério de Cristo no Santo dos Santos: Cremos que existe no Céu um verdadeiro Santuário, a Sala do Trono de Deus, equivalente ao Santo dos Santos do tabernáculo terrestre, o qual era figura e sombra das realidades celestiais. Nesse Santuário superior, Cristo exerce Seu ministério sacerdotal em favor da humanidade redimida, aplicando os méritos eternos do Seu sacrifício expiatório, oferecido de uma vez por todas na cruz do Calvário (Hb 8:1-5; 9:11-28). Por Sua morte e ressurreição, Cristo foi constituído pelo Pai como nosso Grande Sumo Sacerdote e Mediador, e, ao ascender aos céus, tomou lugar à destra da Majestade nas alturas, inaugurando assim Sua obra intercessória e real (Hb 1:3; At 10:42). Nesse ministério, Ele apresenta continuamente perante o Pai a eficácia de Seu sangue, garantindo aos que creem acesso irrestrito à graça, perdão e reconciliação. A Escritura declara que no Santuário Celestial se desenvolve o juízo divino, pelo qual Deus manifesta diante do universo os fundamentos de Sua justiça, santidade e misericórdia. Tal juízo não contradiz a promessa de vida eterna, pois “quem crê no Filho não é condenado” (Jo 3:18). Pelo contrário, esse julgamento revela quem morreu unido a Cristo e, portanto, dorme aguardando a primeira ressurreição, bem como identifica aqueles que, ainda vivos, permanecem fiéis, guardando os mandamentos de Deus e conservando a fé em Jesus (Ap 14:12). Esse juízo celestial, conforme revelado em Daniel 7:9-27; 8:13-14; 9:24-27, e prefigurado no Dia da Expiação (Lv 16), vindica o caráter de Deus diante das inteligências celestiais, demonstrando que Ele é justo ao salvar os que n’Ele creem e ao declarar inocentes aqueles que perseveraram em fidelidade. O encerramento do ministério sacerdotal de Cristo marcará o fim do tempo da graça, antecedendo imediatamente o Seu glorioso segundo advento (Ap 22:12). A Bíblia ensina que a morte física não extingue a responsabilidade moral: “aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disso, o juízo” (Hb 9:27). A morte sela o destino humano: quem dorme em Cristo recebe a promessa da “coroa da justiça”, reservada pelo “reto Juiz” no Dia da Sua vinda. (2 Tm 4:8); quem dorme rejeitando o Filho permanece sob condenação, não por decreto arbitrário, mas por não ter crido no nome do Unigênito de Deus (Jo 3:18). O resultado desse julgamento será revelado em dois momentos distintos: (1) aos justos, na ressurreição e transformação que antecedem o milênio (Jo 5:24; Ap 20:4-6), quando reinarão com Cristo e participarão, de forma delegada, do juízo de revisão; (2) aos ímpios, após o milênio, quando todos ressuscitarão para comparecer diante do grande trono branco, e então serão julgados segundo suas obras (Ap 20:12). No juízo final aparecerão somente os ímpios, pois “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8:1). Estes já terão tomado parte na primeira ressurreição, participado do reino milenar e recebido plena confirmação de sua herança eterna. Por fim, Cristo julgará o mundo por Sua própria palavra, que é padrão absoluto de verdade e justiça (Jo 12:48-49). Assim, todo juízo — passado, presente e futuro — exalta o governo de Deus, confirma a suficiência da obra de Cristo e estabelece, de forma irrevogável, a vitória final dos santos e a derrota definitiva do mal. Referências bíblicas: Ec 12:14; Mt 7:24-25; Jo 3:18; 5:24; 12:48-49; Rm 8:1; 2 Tm 4:1,8; Hb 1:3; 8:1-5; 9:11-28; 9:27; Dn 7:9-27; 8:13-14; 9:24-27; Nm 14:34; Ez 4:6; Ml 3:1; Lv 16; Ap 14:12; 20:4-5,12; 22:12.
23- A Segunda Vinda de Cristo: Visível, Corpórea e Gloriosa: A segunda vinda de Cristo constitui a bendita esperança da Igreja e o clímax da história da redenção. Este glorioso evento, central na consumação do evangelho, será literal, pessoal, visível e de alcance universal. O mesmo Jesus que ascendeu corporalmente aos céus voltará em igual forma, conforme foi prometido tanto pelo próprio Salvador quanto confirmado pelos anjos (Jo 14:1-3; At 1:9-11). Na ocasião de Sua manifestação gloriosa, ocorrerá a ressurreição dos justos que dormiram em Cristo. Estes, juntamente com os fiéis que estiverem vivos, serão transformados, glorificados e arrebatados para encontrar o Senhor nos ares, sendo então conduzidos à presença do Pai (1 Ts 4:16-17; 1 Co 15:51-54). Ao mesmo tempo, os ímpios que estiverem vivos serão destruídos pela majestade da Sua vinda e pelo resplendor de Sua glória (2 Ts 2:8). A Escritura ensina que os sinais proféticos — já amplamente cumpridos — juntamente com a condição espiritual, moral e social do mundo, atestam que o retorno de Cristo é iminente. Ainda que o tempo exato não tenha sido revelado pelo Pai, somos conclamados a viver em constante vigilância, santidade e prontidão, reconhecendo que o dia do Senhor virá de modo inesperado para os que não andam na luz (Mt 24; Mc 13; Lc 21; 2 Tm 3:1-5). Cremos firmemente no advento glorioso de nosso Senhor; por isso, confessamos nossa esperança escatológica. Cristo concluiu Sua obra terrena (Jo 17:4), morreu e ressuscitou pelo poder de Deus (At 2:23-24), e ascendeu ao céu, donde veio e para onde retornou em triunfo (Mc 16:9). Antes de partir, porém, deixou promessa segura a Seus discípulos: preparar um lugar para o Seu povo e voltar para recebê-lo, a fim de que estejam eternamente com Ele (Jo 14:2-3). Os anjos reiteraram essa promessa no momento da ascensão, declarando: “Esse Jesus, que dentre vós foi elevado ao céu, voltará do mesmo modo como o viste subir” (At 1:10-11). Assim, a Igreja, sustentada pela Palavra infalível e pela fidelidade do Senhor, aguarda com expectativa reverente a manifestação final do Rei dos reis e Senhor dos senhores. A segunda vinda de Cristo é, portanto, a consumação da esperança cristã, o juízo dos ímpios, a glorificação dos santos e o início do reino eterno. A Igreja vive entre a ascensão e o advento, proclamando o evangelho e aguardando o momento em que o Senhor aparecerá “a segunda vez, sem pecado, para salvação” (Hb 9:28). Referências bíblicas: Tt 2:13; Jo 14:1-3; At 1:9-11; 1 Ts 4:16-17; 1 Co 15:51-54; 2 Ts 2:8; Mt 24; Mc 13; Lc 21; 2 Tm 3:1-5; Jl 3:9-16; Hb 9:28.
24- Morte e Ressurreição: Cremos que “o salário do pecado é a morte” (Rm 6:23), e que a humanidade, separada de Deus, encontra na morte a consequência final da transgressão. Contudo, afirmamos igualmente que Deus — o único que possui imortalidade inerente (1 Tm 6:15-16) — concederá vida eterna apenas aos remidos em Cristo. A imortalidade não é um atributo natural do ser humano, mas um dom gracioso outorgado por Deus através da obra redentora de Seu Filho. À luz das Escrituras, entendemos que a morte é um estado de inconsciência para todos os seres humanos. Os mortos “nada sabem”, não participam dos acontecimentos da vida, e seus pensamentos cessam (Ec 9:5-6; Sl 146:4). A Bíblia descreve repetidamente a morte como um “sono”, do qual o indivíduo somente despertará pela voz de Cristo no dia da ressurreição (Jo 11:11-14; 1 Ts 4:13-17). Cremos na doutrina bíblica da ressurreição dos mortos, conforme afirmou o apóstolo Paulo: haverá ressurreição “tanto de justos como de injustos” (At 24:14-15). Entretanto, a ressurreição se dará em duas etapas distintas:
(1) A primeira ressurreição, dos justos, ocorrerá por ocasião da segunda vinda de Cristo (Lc 14:14; 1 Ts 4:16). Nesse momento, os mortos em Cristo ressuscitarão incorruptíveis, e os justos vivos serão transformados, revestindo-se de imortalidade e glória (1 Co 15:51-54). Ambos, ressuscitados e transformados, serão arrebatados para encontrar o Senhor e permanecer para sempre com Ele.
(2) A segunda ressurreição, dos injustos, acontecerá após os mil anos (Ap 20:5). Os ímpios ressurgirão para enfrentar o juízo final e a destruição definitiva, conforme estabelecido pelas Escrituras (Jo 5:28-29; Ap 20:11-15). Assim, afirmamos que a morte do justo é um “sono” temporário, pois ele despertará ao som da última trombeta, quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar em glória (Cl 3:4). Por outro lado, os que morrem rejeitando a graça de Deus permanecem inconscientes até ressurgirem na segunda ressurreição para receberem o justo veredito divino. A ressurreição é, portanto, a expressão máxima do poder de Deus que vivifica. A vida eterna é um dom exclusivo concedido aos redimidos, e somente mediante a intervenção final de Cristo a morte será finalmente destruída. Até aquele dia, todos os mortos permanecem em estado de total inconsciência, aguardando a voz do Filho de Deus que chamará cada um ao seu destino final — vida eterna ou destruição eterna (Jo 5:24; Jo 5:28-29). Referências bíblicas: Rm 6:23; 1 Tm 6:15-16; Ec 9:5-6; Sl 146:3-4; Jo 11:11-14; Cl 3:4; 1 Co 15:51-54; 1 Ts 4:13-17; Jo 5:24; Jo 5:28-29; At 24:14-15; Ap 20:1-10.
25 - O Milênio: Os Mil Anos: Cremos, conforme o testemunho das Escrituras, que haverá um período de mil anos — conhecido como o Milênio — que se estenderá exatamente entre as duas ressurreições mencionadas em Apocalipse 20. Este período iniciará com a ressurreição dos justos e se encerrará com a ressurreição dos injustos (Ap 20:4-6). No começo do Milênio, quando Cristo retornar em glória, os justos mortos ressuscitarão e os justos vivos serão transformados e arrebatados para estar com o Senhor nos céus (1 Ts 4:16-17; Jo 14:1-3). Enquanto isso, a terra ficará totalmente vazia, desolada e imersa em trevas, “como o abismo”, condição descrita pelos profetas como um estado de caos e devastação (Jr 4:23-26; Ap 20:1-3). Nesse período, Satanás ficará restrito a esta terra desolada, impossibilitado de enganar as nações, pois todos os ímpios estarão mortos. Durante o período milenar, conforme revelado nas Escrituras, os santos redimidos reinarão com Cristo nos céus, exercendo participação consciente e plenamente harmonizada com a justiça divina. Nesse tempo, lhes será concedido compreender e confirmar o juízo que recairá sobre os ímpios já mortos e sobre os anjos caídos, de acordo com o propósito eterno de Deus. Assim, o Milênio constitui-se num período em que o povo de Deus, glorificado e unido a Cristo, cooperará na verificação e ratificação da justiça perfeita do Senhor, antes da execução final da sentença sobre todos os inimigos de Deus. (Sl 149:7-9; 1 Co 6:2-3; Ap 20:4). Este juízo tem como finalidade vindicar a justiça de Deus, revelar Sua equidade diante do universo e demonstrar a legitimidade de Suas decisões finais. Ao término do Milênio, ocorrerá a segunda ressurreição, a ressurreição dos injustos (Ap 20:5, 7). Satanás será novamente solto, e, encontrando uma multidão incontável de ímpios vivos, enganará as nações e as reunirá para a última investida rebelde contra Deus. Eles cercarão a “cidade amada”, a Nova Jerusalém, que nessa ocasião descerá do céu para a terra renovada (Ap 21:1-7). Contudo, antes que possam atacar, descerá fogo da parte de Deus e consumirá definitivamente os ímpios, reduzindo-os a cinzas sobre a terra, conforme anunciado pelos profetas (Ml 4:3; Ap 20:9-10). Após a destruição final do mal, Deus renovará completamente a terra, estabelecendo nela, para sempre, a Nova Jerusalém — a cidade eterna dos remidos. Então se cumprirá, em plenitude, a promessa divina de que “o tabernáculo de Deus estará com os homens” e que não haverá mais morte, dor ou sofrimento (Ap 21:1-7). Assim, o Milênio revela de forma definitiva o caráter justo, santo e misericordioso de Deus; o destino final do pecado e de seus agentes; e a gloriosa esperança dos salvos, que viverão eternamente na nova criação sob o reinado perfeito do Cordeiro.
26- A Nova Terra: O Lar eterno dos Salvos: Cremos, conforme o firme testemunho das Escrituras, que Deus estabelecerá uma Nova Terra, “em que habita justiça” (2Pe 3:13), destinada a ser o lar eterno dos remidos e o cenário definitivo da comunhão plena entre o Criador e Seu povo. Esta promessa, revelada desde os patriarcas até os profetas, reafirmada por Cristo e plenamente desenvolvida no Apocalipse, constitui o clímax do plano divino de redenção e restauração universal. Desde os dias de Abraão, Deus prometeu um “domínio perpétuo” ao Seu povo (Gn 17:1-8), promessa que encontra sua consumação final na Nova Terra. O profeta Isaías anunciou novos céus e nova terra, onde não haverá mais sofrimento, violência, lágrimas ou morte, e onde a paz será abundante e permanente (Is 65:17-25; 66:22). O salmista confirmou: “Os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz” (Sl 37:11), verdade reiterada pelo próprio Cristo nas bem-aventuranças: “Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra” (Mt 5:5). Após a erradicação definitiva de todos os que se opõem a Deus — cumprimento final da justiça divina ao término do juízo e da segunda ressurreição — então se cumprirá plenamente a afirmação de que “o primeiro céu e a primeira terra passaram” (Ap 21:1). Assim, concretiza-se a antiga promessa de renovação de toda a criação (2Pe 3:1-13). A terra, que fora atingida pela maldição devido ao pecado humano (Gn 3:17-18) e submetida à vaidade e corrupção (Rm 8:20), será totalmente restaurada, purificada e libertada do cativeiro da deterioração (Rm 8:21). Essa redenção será não apenas espiritual, mas também cósmica, abrangendo toda a criação. A Nova Terra será o lar eterno dos salvos, não por um período limitado, mas por toda a eternidade. Ali desfrutarão de perfeita e profunda comunhão com Deus, que habitará pessoalmente entre eles: “Eis o tabernáculo de Deus com os homens” (Ap 21:3). Não mais haverá separação, pois a barreira causada pelo pecado terá sido definitivamente removida (Is 59:2). Neste estado eterno, a Nova Jerusalém, a cidade santa, desce do céu da parte de Deus (Ap 21:9-10), tornando-se a sede eterna do governo divino e o centro da vida dos remidos. De seu trono fluirá o rio da água da vida, e no meio da cidade estará a árvore da vida, sinal da restauração plena e da vida eterna (Ap 22:1-5). A Nova Terra será o ambiente da vida perfeita, amor, alegria, serviço e aprendizado sem fim na presença do Eterno. Ali não haverá mais dor, luto, enfermidade, morte ou qualquer sombra do pecado; tudo será novo, puro e glorioso. Esta é a esperança bendita dos que aguardam a consumação da promessa divina de redenção total. Referências bíblicas: 2Pe 3:13; Gn 17:1-8; Is 35; 65:17-25; 66:22; Mt 5:5; Sl 37:11; Jo 14:1-3; Rm 8:20-21; Ap 21:1-7; 21:9-10; 22:1-5; 11:15.
27 - O Batismo no Espírito Santo de Deus: Cremos no Batismo no Espírito Santo como uma promessa divina claramente revelada nas Escrituras, destinada à capacitação espiritual da Igreja para o testemunho eficaz, para a santificação e para a glorificação do Nome de Deus. Essa promessa foi anunciada profeticamente no Antigo Testamento (Is 44:3; Jl 2:28-30), confirmada pelo ministério de João Batista e pelo próprio Cristo (Mt 3:11; Lc 24:49; At 1:5) e cumprida plenamente no derramamento do Espírito no Pentecostes (At 2:1-4,33). O texto sagrado afirma que essa bênção não se restringiu ao Cenáculo, mas se estende a todas as gerações, alcançando a Igreja de todas as épocas (At 2:39; 10:44-46; 19:1-6). Cremos que o Batismo no Espírito Santo consiste no revestimento de poder prometido pelo Senhor Jesus: “Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas...” (At 1:8). Esse revestimento divino visa habilitar o crente para proclamar o evangelho com ousadia, autoridade espiritual e eficácia. A presença ativa do Espírito Santo também produz transformação moral e espiritual, pois Ele convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16:8), operando profunda renovação na vida daquele que O recebe. A manifestação de línguas concedidas sobrenaturalmente é um dos sinais acompanhando o derramamento do Espírito, conforme observado nos relatos de Atos e confirmado na instrução paulina (At 2:4; 10:46; 19:6; 1Co 14:2). Consideramos tais línguas como evidência espiritual do revestimento ocorrido, destinadas à edificação pessoal, ao louvor a Deus e ao avanço da missão cristã. O Batismo no Espírito Santo deve ser buscado com fervor pela Igreja, conforme a promessa de Jesus: “O Pai dará o Espírito Santo àqueles que Lhe pedirem.” (Lc 11:13). E o próprio Cristo ordenou aos discípulos que aguardassem essa promessa antes de iniciar sua missão: “Permanecei... até que sejais revestidos de poder do alto.” (Lc 24:49). Assim, afirmamos que o Batismo no Espírito Santo é uma experiência real, atual e essencial para o dinamismo espiritual da Igreja, constituindo-se em um dom gracioso do Pai para capacitar Seu povo no cumprimento da missão redentiva.
28 - Reverência às Coisas Santas: A reverência constitui uma atitude sagrada de profundo respeito e submissão do ser humano diante de tudo aquilo que Deus declara santo. Nas Escrituras, reverência não é mera formalidade, mas expressão visível de temor, santidade e consciência da presença divina. O crente é chamado a reverenciar o próprio Deus (Ec 5:1) e a conduzir-se de modo digno na Casa de Deus, que é “a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1Tm 3:15). Em tudo, deve prevalecer o respeito absoluto à Palavra de Deus, pois aquilo que Ele santifica se torna inviolavelmente consagrado (Lv 27:28-32). A Bíblia ensina que o local de culto é sagrado, não por causa das estruturas, mas porque Deus Se faz presente entre Seu povo. Assim declara o profeta: “Mas Yahweh está no Seu santo templo; cale-se diante d’Ele toda a terra.” (Hc 2:20). Onde Deus se manifesta, ali existe santidade, e o comportamento humano deve refletir essa realidade. Assim foi declarado a Moisés: “Não te aproximes; tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa.” (Êx 3:5). Como Adventistas do Avivamento, cremos e ensinamos que o temor do SENHOR é marca essencial do verdadeiro discípulo, pois: “O temor do SENHOR é o princípio do conhecimento; os insensatos desprezam a sabedoria e a disciplina.” (Pv 1:7). O temor, nesse contexto bíblico, não é medo servil, mas reverência amorosa, respeito profundo, consciência da majestade de Deus e compromisso de santidade diante dEle. Cremos também que Deus santifica aqueles que se aproximam de Sua presença: “Cala-te diante do Senhor Deus, porque o Dia do SENHOR está próximo; Ele preparou um sacrifício e consagrou os Seus convidados.” (Sf 1:7). Assim, afirmamos que:
Reverência é dever espiritual, fruto da comunhão e do temor santo.
As coisas consagradas a Deus exigem respeito, zelo e conduta santa.
O culto deve ser santo, o ambiente deve refletir dignidade, e o coração do adorador deve se aproximar de Deus com humildade e temor. A santidade divina é o padrão da vida do crente, e a reverência é sua expressão visível. Onde Deus está, ali é santo; onde Deus fala, ali a alma deve silenciar; onde Deus habita, ali o crente deve se prostrar em temor e adoração.
29 - A Sã Doutrina Apostólica: A sã doutrina é o conjunto de ensinamentos revelados nas Escrituras Sagradas, conforme transmitidos por Cristo e pelos apóstolos, constituindo o padrão imutável da verdade divina. Ela é o critério pelo qual toda crença, prática e ensino deve ser examinado e julgado. Diante da multiplicidade de doutrinas humanas, tradições religiosas e interpretações distorcidas, a sã doutrina permanece como o referencial absoluto da fé cristã. O próprio Senhor Jesus advertiu acerca de doutrinas de origem humana que invalidam a vontade de Deus (Mc 7:7), e o autor da carta aos Hebreus exorta os crentes a se resguardarem de doutrinas estranhas que corrompem a fé (Hb 13:9). Portanto, a sã doutrina existe para preservar a verdade eterna de Deus em sua pureza original, mantendo-a em seu devido lugar na vida e na prática da Igreja (Tt 1:9; 1Tm 1:10). A Escritura declara: “Todo aquele que não permanece no ensino de Cristo, mas ultrapassa esse ensino, não tem Deus; quem permanece na doutrina tem tanto o Pai como o Filho.” (2Jo 9). Assim, a permanência no ensino de Cristo é o sinal da verdadeira fé e da comunhão autêntica com Deus. Afastar-se da doutrina apostólica equivale a afastar-se do próprio Deus. A Palavra também adverte com rigor: “Ainda que nós, ou um anjo vindo do céu, vos anuncie outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema.” (Gl 1:8). Aqui, a revelação é colocada acima de qualquer autoridade humana ou celestial. Não existe evangelho alternativo, nem doutrina adicional, nem nova revelação que possa contradizer a mensagem apostólica. Toda alteração, acréscimo ou substituição ao evangelho é declarada maldita por Deus. A Igreja é igualmente instruída a manter distância daqueles que rejeitam a sã doutrina: “Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis boas-vindas; pois quem lhe dá boas-vindas participa de suas obras malignas.” (2Jo 10-11). Essa exortação demonstra que a preservação da doutrina verdadeira é inseparável da pureza da comunhão cristã. Receber, apoiar ou promover ensinos contrários à doutrina de Cristo significa colaborar com a propagação do erro e se tornar cúmplice das suas consequências espirituais. Assim, afirmamos que: A sã doutrina é a verdade apostólica revelada e inalterável. O evangelho não admite modificação, inovação teológica contrária ou acréscimos humanos. A fidelidade doutrinária é marca essencial do crente e da Igreja. A rejeição da sã doutrina implica ruptura com Deus. A comunhão cristã deve ser preservada da influência daqueles que propagam ensinos contrários às Escrituras. A sã doutrina é, portanto, o alicerce seguro da fé, a proteção contra o engano e o vínculo que mantém a Igreja unida à verdade de Cristo e dos apóstolos.
30 - A Oração e Sua Eficácia: Cremos que a oração é o meio ordenado por Deus para que o crente se aproxime d’Ele, estabelecendo comunhão viva e constante com o Pai. Pela oração, o cristão expressa ações de graças, louvor, confissão e súplica, confiando que o Senhor responde segundo Sua perfeita vontade e infinita sabedoria (Sl 69.13; Is 59.1; 1Rs 18.36-38). Dessa forma, a oração não é um ritual vazio, mas um exercício espiritual eficaz, por meio do qual o crente encontra direção, consolo e renovação de forças. Reconhecemos que a oração pode ser realizada em todas as circunstâncias e em qualquer ocasião (Is 38.2-5; Jn 2.1-2). Contudo, para os cultos e atos oficiais da Igreja, adotamos a prática de orar de joelhos, como expressão de humildade, reverência e adoração ao Deus Todo-Poderoso (Fp 2.10; Rm 14.11; At 20.35-36). Também valorizamos a oração coletiva, pela qual a Igreja unida busca a face do Senhor e experimenta a comunhão dos santos (At 1.14; 12.5). Ensinamos que toda oração deve ser dirigida ao Eterno Deus, o Pai, em o Nome do Senhor Jesus Cristo, nosso único Mediador e Intercessor (Jo 14.13-14). Pois está escrito: “Tudo quanto fizerdes, seja por palavras ou por obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por Ele graças a Deus Pai” (Cl 3.17). Rogamos ao Pai por meio do Filho e no poder do Espírito Santo, que assiste nossa fraqueza e intercede por nós com gemidos inexprimíveis (Rm 8.26-27). Rejeitamos as vãs repetições e as práticas mecânicas que esvaziam o sentido verdadeiro da oração, pois o Senhor requer sinceridade, fé, humildade e um coração quebrantado diante do Trono da Graça (Mt 6.7; Hb 4.16). Orar é abrir a alma diante de Deus como diante de um Amigo fiel, expondo nossas necessidades, confessando nossas falhas e buscando conformidade com Sua vontade. Afirmamos que a oração é indispensável à vida cristã. Quanto mais o crente busca ao Senhor em oração, mais é fortalecido espiritualmente, porque a oração o conduz à dependência do Espírito, à obediência e à santificação (Ef 6.18; 1Ts 5.17). Assim, por meio dela, fundamentada nos méritos de Cristo, mantemos comunhão contínua com Deus e somos edificados para toda boa obra. Portanto, cremos que a oração deve ser prática constante e perseverante em toda a jornada de fé. O verdadeiro cristão ora porque ama a Deus, confia em Suas promessas e reconhece que somente o Senhor é a fonte de toda graça, sabedoria, poder e vitória.
31- Cura Divina: Cremos na Cura Divina como uma obra soberana de Deus, manifesta por meio de Jesus Cristo, conforme a promessa registrada nas Escrituras. A cura é parte da ação redentora de Cristo e da continuidade do Seu ministério entre os santos, sendo evidência da compaixão divina e da autoridade do Nome do Senhor. As Escrituras afirmam que “os enfermos serão curados” mediante a fé e a obediência à Palavra (Mc 16.18) e que a Igreja primitiva experimentou tais manifestações como confirmação da presença e do poder de Deus (At 4.30). A cura divina pode ocorrer de diversas maneiras estabelecidas pela própria Escritura: Pela imposição das mãos, instrumento de bênção e transmissão espiritual ordenado por Cristo (Mc 16.18); Pela oração confiante e eficaz, na qual os justos intercedem com fé diante de Deus (Tg 5.16); Pela unção com óleo, prática ordenada aos presbíteros da Igreja como símbolo de consagração e dependência do Senhor (Tg 5.14). Reconhecemos, ainda, que existem enfermidades que são tratadas mediante a manifestação sobrenatural dos dons de curar, distribuídos pelo Espírito Santo conforme a Sua vontade (1Co 12.9). Esses dons operam para a edificação da Igreja, trazendo alívio, restauração e testemunho do poder do Evangelho. São manifestações espirituais que podem alcançar enfermidades físicas, emocionais ou psicossomáticas, conforme o propósito divino. Cremos e praticamos a oração em unidade, seguindo o exemplo da Igreja Apostólica, que clamava ao Senhor dizendo: “Estende a tua mão para curar e realizar sinais e maravilhas por meio do Nome do teu Santo Servo Jesus.” (At 4.30). Assim, afirmamos que a cura divina não é um direito humano, mas uma graça concedida soberanamente por Deus, segundo Sua vontade, Sua misericórdia e para a glória do Nome de Cristo. A Igreja deve buscar essa bênção com fé, reverência e submissão, reconhecendo que o Senhor continua sendo Jeová-Rafá, “o Deus que cura”.
32 - Distinção entre a Lei Moral e a Lei Cerimonial: Cremos, à luz das Escrituras, que existe uma distinção clara, objetiva e divinamente estabelecida entre a Lei Moral e a Lei Cerimonial. Essa diferenciação não é meramente histórica ou interpretativa, mas faz parte da estrutura da revelação divina e da economia da salvação.
1. A Lei Moral
A Lei Moral é a expressão permanente da vontade de Deus para a humanidade.
Ela consiste nos Dez Mandamentos, definidos como o “pacto” escrito pelo próprio Deus e entregue a Moisés em duas tábuas de pedra:
Escrita diretamente pelo dedo de Deus — Êxodo 31:18
Definida como Seu concerto — Deuteronômio 4:13
Colocada dentro da Arca da Aliança, no Santo dos Santos — Êxodo 25:10-22; Levítico 16:2. A Bíblia confere à Lei Moral títulos que revelam sua santidade, perpetuidade e caráter absoluto:
Lei perfeita — Salmos 19:7
Lei da liberdade — Tiago 2:12
Lei de Deus — Romanos 7:22, 25
Verdade — Salmos 119:142
Lâmpada e luz, e não sombra — Provérbios 6:23
Assim, a Lei Moral expressa o padrão eterno de justiça de Deus, revelando Seu caráter santo, imutável e soberano. Ela permanece como norma para a vida do crente e não possui caráter tipológico ou transitório.
2. A Lei Cerimonial
A Lei Cerimonial era o conjunto de ordenanças relacionadas ao sistema sacrificial, ao sacerdócio levítico e às festas religiosas do antigo Israel. Esta lei possuía função tipológica e pedagógica, apontando para Cristo como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Suas características são marcantes:
Escrita por Moisés em um livro, segundo ordem divina — Deuteronômio 31:24
Colocada ao lado da Arca, e não dentro dela — Deuteronômio 31:25-26
Abrangia regulamentos sacerdotais, cerimônias, sacrifícios, ritos de purificação e festas solenes
É chamada de “lei de ordenanças” — Efésios 2:15; Colossenses 2:14-16
Descrita como “sombra das coisas futuras” — Colossenses 2:17; Hebreus 10:1. Por ser tipológica, esta lei cumpriu sua função pedagógica até Cristo, em quem encontrou pleno cumprimento (Hb 9; Hb 10). Não se confunde com a Lei Moral, que permanece imutável.
3. Distinção clara e bíblica
As Escrituras apresentam essas duas leis como realidades distintas, tanto em conteúdo quanto em propósito e localização simbólica no santuário. Uma reflete o caráter eterno de Deus; a outra apontava para o ministério redentor de Cristo. Essa distinção é reafirmada no ensino apostólico, onde elementos morais e cerimoniais aparecem separados em sua aplicação (cf. 1 Coríntios 7). Portanto, afirmamos que: A Lei Moral é eterna, universal e permanente. A Lei Cerimonial era temporária, pedagógica e tipológica, cumprida em Cristo. Assim confessamos, e assim preservamos a integridade da Sã Doutrina apostólica.
33 - Submissão às Autoridades e Liberdade de Consciência: Cremos que a Escritura Sagrada orienta o crente a viver em submissão respeitosa às autoridades constituídas, tanto civis quanto eclesiásticas, reconhecendo que toda autoridade legítima procede de Deus e existe por Sua ordenação soberana. O apóstolo Paulo ensina que “não há autoridade que não proceda de Deus” e que resistir à autoridade é opor-se ao próprio Deus (Rm 13.1-7). Assim, a postura cristã deve ser marcada pela obediência civil, pelo respeito às leis e pela prática da justiça, desde que tais exigências não contradigam os mandamentos divinos. Do mesmo modo, a Palavra orienta a submissão às autoridades espirituais estabelecidas por Cristo para o cuidado da Igreja. Segundo Hebreus 13.7 e 17, os líderes espirituais exercem vigilância sobre as almas e prestarão contas ao Senhor, sendo, portanto, digno de honra o seu ministério, para que o serviço seja realizado com alegria e não com tristeza, o que seria prejudicial para o próprio rebanho. Reconhecemos, à luz das Escrituras, que a liberdade de consciência é um princípio sagrado e inalienável. Tal liberdade é garantida juridicamente pela Constituição Nacional e espiritualmente pelas próprias Escrituras, que afirmam que ninguém deve ser coagido a contrariar sua fé ou sua devoção ao Senhor (Dn 3.12-18; At 21.37-40; 22.25-29). A consciência cristã, iluminada pela Palavra e guiada pelo Espírito Santo, constitui o tribunal interior onde cada crente discerne sua responsabilidade diante de Deus. A Bíblia estabelece que a reverência e o respeito devem ser demonstrados também para com os idosos e aqueles que possuem experiência e maturidade espiritual. Assim ordena o Senhor: “honrarás o ancião” (Lv 19.32) e “não repreendas o idoso com aspereza, mas admoesta-o como a um pai” (1Tm 5.1). Como Protestantes Adventistas do Avivamento, cremos que o caráter do crente deve refletir o caráter de Cristo. Portanto, devemos tratar como Cristo tratou, amar como Cristo amou, corrigir como Cristo corrigiu, e submeter-nos até o ponto em que Cristo Se submeteu — jamais renunciando à fidelidade à verdade de Deus. Assim, vivemos em equilíbrio entre submissão civil, obediência espiritual e integridade de consciência, reconhecendo que Deus é a única autoridade suprema e absoluta.
34- O Juízo Divino e o Princípio das Obras Como Evidência da Fé: Cremos, segundo o claro testemunho das Escrituras, que todo ser humano passará pelo juízo divino, pois Deus “julgará o mundo com justiça” (Sl 9:8) e “trará a juízo toda obra, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más” (Ec 12:14). Esse juízo será conduzido com base na santa, imutável e eterna lei de Deus (Ec 12:13; Tg 2:8–12), a qual expressa o caráter do Legislador e constitui o padrão moral pelo qual todos serão avaliados. A Bíblia ensina de forma consistente que cada pessoa será julgada de acordo com suas obras — não como meio de salvação, mas como evidência reveladora do caráter e do posicionamento humano no grande conflito entre o bem e o mal (Jr 17:10; Rm 2:6; 2Co 5:10; Ap 2:23; 20:12; 22:12). As obras não produzem salvação; antes, testificam da fé genuína ou da rejeição do evangelho. Assim, quem realmente crê em Cristo manifesta essa fé por meio de uma vida transformada e obediente; e quem rejeita a Cristo evidencia essa rejeição por meio de obras que contradizem a lei de Deus (Mt 16:27; Ec 12:14). A salvação, portanto, é exclusivamente pela graça mediante a fé, nunca pelas obras humanas (Ef 2:8–9). Porém, o juízo examina as obras porque elas revelam a verdadeira condição do coração. O juízo não determina arbitrariamente o destino eterno do ser humano, mas confirma publicamente a escolha que cada um fez enquanto viveu. Pouco antes de Sua gloriosa vinda, o próprio Cristo anunciará o decreto irrevogável que sela o destino de todos: “Quem é injusto, continue na injustiça; quem está sujo, continue sujo; e quem é justo, continue na prática da justiça; e quem é santo, continue a santificar-se. Eis que venho sem demora, e trago comigo o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras.” (Apocalipse 22:11–12). Esse decreto marca o encerramento definitivo do tempo da graça e o término do juízo celestial. Depois disso, não haverá segunda oportunidade, nem mudança de destino; cada ser humano permanecerá para sempre no estado espiritual que voluntariamente escolheu durante a vida. Assim, afirmamos que o juízo divino é justo, santo, transparente e plenamente coerente com o caráter de Deus. Ele revela ao universo quem realmente honrou a Cristo pela fé e quem recusou Sua graça salvadora. E ao final, a recompensa eterna será dada conforme a fidelidade manifestada, e não como mérito humano, mas como confirmação da obra da graça na vida dos redimidos.
35 - O Selo de Deus: O Espírito Santo da Promessa: Cremos que o Espírito Santo é o Selo de Deus, dado pelo Pai e confirmado pelo Filho, Jesus Cristo, como testemunho da salvação e da nova vida em Cristo. A Escritura declara: “No qual também vós, tendo ouvido a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, e tendo nele crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa” (Ef 1:13). O Espírito Santo é o penhor da herança eterna, concedido aos redimidos, garantindo que somos filhos de Deus e coerdeiros com Cristo: “O qual também nos selou e nos deu como penhor o Espírito em nossos corações” (2Co 1:22).
1. A Função do Selo
O Selo de Deus marca os fiéis como pertencentes a Ele, distinguindo-os no grande conflito entre o bem e o mal. Conforme Apocalipse 7:3, o selo é posto na frente dos salvos, simbolizando a autoridade e a proteção divina. Em Apocalipse 14:1, o selo traz o nome do Senhor Jesus Cristo e o nome de Seu Pai, indicando plena identificação do crente com a pessoa e obra redentora de Cristo. Cremos que o Espírito Santo, como selo, age na criação de uma nova criatura em Cristo. Ele evidencia e confirma a transformação interior do coração do crente, selando-o para a vida eterna.
2. O Espírito Santo como Testemunha da Filiação
O Espírito Santo revela e certifica a verdadeira filiação em Deus. Por meio dele, o crente é adotado como filho, podendo clamar: “Abba, Pai!” (Rm 8:15-17). O Espírito Santo não escraviza nem impõe temor, mas confirma que somos herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo, participando de Sua glória na medida em que seguimos Seus passos.
3. Evidência da Obediência e Permanência em Cristo
O Selo de Deus manifesta-se na vida daqueles que obedecem aos mandamentos divinos e permanecem em comunhão com Cristo. João enfatiza que a presença do Espírito em nós é a certeza de nossa continuidade em Deus: “Temos certeza de que permanecemos nele, e Ele em nós, porque Ele nos outorgou do seu Espírito” (1Jo 4:13). “Todos aqueles que obedecem aos seus mandamentos nele permanecem, e Ele neles. E assim conhecemos que Deus permanece em nós: pelo Espírito que nos outorgou” (1Jo 3:24). A presença do Espírito Santo também confirma a glória e a benção de Deus sobre os que sofrem por Cristo: “Se sois insultados por causa do nome de Cristo, bem-aventurados sois, porquanto sobre vós repousa o Espírito da glória, o Espírito de Deus” (1Pe 4:14).
4. Conclusão Doutrinária: Portanto, afirmamos que:
1. O Espírito Santo é o Selo de Deus, concedido aos que crêem em Cristo, garantindo a salvação e a herança eterna.
2. Ele atua como testemunha da filiação divina, confirmando que os redimidos pertencem a Deus e são coerdeiros com Cristo.
3. O selo evidencia a obediência e permanência do crente em Cristo, distinguindo os fiéis no grande conflito entre o bem e o mal.
4. Este selo é indelével, garantindo que o povo de Deus será preservado até a volta de Cristo. Assim, o Espírito Santo não apenas certifica a redenção, mas também transforma, santifica e guia o crente, tornando-o participante da glória de Deus e coautor de Suas promessas eternas.
36 - A Extinção e Execução do Mal: Cremos que o mal entrou no mundo pela transgressão de nossos primeiros pais, Adão e Eva, resultando na entrada do pecado e da morte em toda a humanidade (Gn 3:17-18; Rm 5:12). Desde então, o mal tem causado sofrimento, injustiça e corrupção, mas a Escritura assegura que, com a volta gloriosa de Cristo, o mal será finalmente eliminado, e seus efeitos cessarão para sempre (Ap 21:4; 20:1-15).
1. O Juízo e a Perdição dos Ímpios
A Palavra de Deus revela que os céus e a terra presentes estão reservados para o fogo e para o dia do juízo dos ímpios (2Pd 3:7). Os rebeldes serão confrontados com a justa retribuição de Deus: “E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade querida; mas desceu fogo do céu e os devorou; e o Diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados pelos séculos dos séculos” (Ap 20:9-10). Cremos que este é o Dia da Vingança do Senhor, quando Ele executará justiça sobre todos os inimigos de Sião e manifestará Sua santidade em atos de julgamento inigualáveis (Is 34:8; 28:21).
2. A Segunda Morte e o Extermínio do Mal
O juízo final resultará no extermínio de Satanás, de seus anjos e dos ímpios, conhecido como a segunda morte. A Escritura descreve que aqueles que persistem em rebeldia contra Deus — os covardes, incrédulos, depravados, assassinos, imorais, ocultistas, idólatras e mentirosos — receberão sua parte no lago de fogo, destinado a arder perpetuamente (Ap 21:8). Este ato divino não é arbitrário, mas a execução da justiça de Deus contra o pecado, a maldade e toda rebelião contra Sua lei e Seu governo eterno. Assim, o mal será erradicado de forma definitiva, estabelecendo para sempre o reinado de justiça, santidade e paz do Senhor.
3. Conclusão Doutrinária
Portanto, afirmamos que:
1. O mal entrou no mundo pelo pecado de Adão, espalhando corrupção e morte.
2. Com a segunda vinda de Cristo, todos os efeitos do mal serão removidos e o juízo será executado sobre ímpios e espíritos malignos.
3. Satanás, seus anjos e todos os que rejeitaram a Deus serão destruídos eternamente na segunda morte, no lago de fogo.
4. Este julgamento final confirma a santidade de Deus, a justiça de Seu governo e a vitória definitiva sobre o pecado. Assim, a promessa das Escrituras de destruição do mal é garantia da restauração total da criação, da paz eterna e do estabelecimento do Reino de Deus, em que só habitarão a justiça, a santidade e a comunhão plena com o Criador (Ap 21:1-4).
37 - Arrependimento e Conversão: Cremos que o arrependimento e a conversão são passos fundamentais e inseparáveis para todo pecador que reconhece Jesus Cristo como Salvador e Senhor de sua vida. O chamado de Cristo ao arrependimento é central em Seu ministério terreno, como Ele mesmo proclamou: “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc 1:15). O apóstolo Pedro, ao pregar no dia do Pentecostes, iniciou seu chamado à salvação enfatizando a necessidade de arrependimento, declarando: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão dos pecados” (At 2:38).
1. O Arrependimento
O arrependimento é um estado de profunda dor e contrição pelo pecado. Não se trata apenas de remorso, mas de reconhecimento sincero da própria culpa diante de Deus, acompanhado de uma decisão consciente de abandonar o pecado. Ele envolve:
Reconhecimento da ofensa a Deus; Tristeza genuína pelo pecado; Compromisso de mudança de comportamento; Disposição de buscar a santidade.
2. A Conversão
A conversão é a manifestação prática do arrependimento. Ela é obra do Espírito Santo, que transforma o coração e conduz o pecador à nova vida em Cristo. A conversão implica: Renúncia à velha vida de pecado; Reconhecimento da necessidade constante da graça e do perdão de Deus; Dependência diária de Cristo para viver segundo Sua vontade; Mudança efetiva de direção, saindo do caminho da morte e entrando no caminho da vida eterna (At 3:19; At 26:18-20; 1Ts 1:9).
3. Relação entre Arrependimento e Conversão
O arrependimento prepara o coração, abrindo-o para a ação regeneradora do Espírito Santo, enquanto a conversão é o resultado dessa obra, evidenciado em uma vida transformada. Todo verdadeiro arrependimento necessariamente conduz à conversão; toda conversão genuína é fruto do arrependimento.
4. Conclusão Doutrinária
Portanto, afirmamos que:
1. O arrependimento é o reconhecimento sincero e doloroso do pecado, acompanhado de decisão de mudança;
2. A conversão é a resposta prática ao arrependimento, conduzindo à vida em Cristo;
3. Ambos são essenciais para a salvação e para a vida de santidade cristã;
4. São obra do Espírito Santo, e não mérito humano, assegurando que o crente seja transformado e conduzido à vida eterna.
38 - Jesus Cristo: Único Mediador e Soberano Salvador:Cremos que Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, foi enviado ao mundo para cumprir a divina promessa da redenção da humanidade. Por Sua morte expiatória na cruz, como o Cordeiro de Deus (Jo 1:29), Ele tornou-se o único Mediador entre Deus e os homens (1Tm 2:5), oferecendo salvação completa e eterna a todos que n’Ele creem.
1. Mediador e Sumo Sacerdote
Jesus é nosso Suficiente e Eterno Sumo Sacerdote, que intercede por nós no santuário celestial (Hb 4:14-16). Ele é capaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois, sendo humano, foi tentado em todas as coisas, porém sem pecado. Assim, podemos nos aproximar do Trono da Graça com confiança, recebendo misericórdia e graça no momento oportuno. “Tendo, portanto, um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou os céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemo-nos, pois, confiadamente ao trono da graça, para que recebamos misericórdia e achemos graça, a fim de sermos socorridos no momento oportuno” (Hb 4:14-16).
2. Único Salvador
Jesus é o Único e Suficiente Salvador da humanidade. Ele nasceu para trazer salvação e reconciliação com Deus, como profetizado e confirmado nas Escrituras: “É que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2:11). “E nós temos visto e testificamos que o Pai enviou seu Filho como Salvador do mundo. Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus” (1Jo 4:14-15). Não há outro meio de salvação além de Cristo, conforme declararam os apóstolos: “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo 14:6). “E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos” (At 4:12).
3. Adoração e Exaltação
Jesus é digno de adoração, louvor e glorificação. Pelo poder e autoridade de Deus, Ele foi exaltado a Príncipe e Salvador, para conceder arrependimento e remissão de pecados ao povo de Deus (At 5:31). “Sim, Deus, com a sua destra, o elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e remissão de pecados” (At 5:31).
4. Conclusão Doutrinária
Portanto, afirmamos que:
1. Jesus Cristo é o único Mediador entre Deus e os homens, capaz de interceder com misericórdia por cada ser humano.
2. Ele é o único Suficiente Salvador, que oferece perdão completo e reconciliação eterna.
3. Não há outro caminho para a salvação senão por Cristo.
4. Ele merece toda adoração, louvor e glorificação, pois é o Príncipe da Vida e Senhor da Redenção.
VOTOS BATISMAIS – IGREJA PROTESTANTE ADVENTISTA DO AVIVAMENTO: (Versão Doutrinária, Teológica e Litúrgica Aperfeiçoada)
VOTOS BATISMAIS – IGREJA PROTESTANTE ADVENTISTA DO AVIVAMENTO: (Versão Doutrinária, Teológica e Litúrgica Aperfeiçoada)
1 — Cremos em Cristo
Credes, reconheceis e aceitais a Jesus Cristo como vosso Único Senhor e Suficiente Salvador? Confessais que Ele é o Messias prometido nas Escrituras Sagradas e que n’Ele habita corporalmente toda a plenitude da divindade? Reconheceis que Ele é o Filho de Deus, o único Mediador e o único pelo qual recebemos salvação e livramento da perdição eterna? Aceitais o Filho de Deus como vosso Supremo Pastor e Bispo? Prometeis reconhecê-Lo e confessá-Lo em vossa vida, em vossos caminhos e até na hora da morte?
2 — Cremos nas Escrituras
Aceitais as Escrituras Sagradas — Antigo e Novo Testamento — como vosso manual de fé, regra de conduta e autoridade suprema para a vida cristã? Reconheceis que a Bíblia é a infalível Palavra de Deus, inspirada pelo Espírito Santo? Prometeis obedecer, defender, ensinar e proclamar fielmente a Palavra de Deus?
3 — Cremos no Espírito Santo
Credes no Espírito Santo de Deus, o Consolador prometido por Cristo? Aceitais o Batismo no Espírito Santo como obra transformadora que produz nova vida e conformidade à vontade de Deus? Credes que o revestimento de poder acompanha a vida cheia do Espírito? Aceitais e buscais os dons espirituais? Reconheceis e desejais a atuação contínua do Espírito Santo em vós, tornando-vos testemunhas fiéis do Evangelho? Credes que o Eterno Pai e o Senhor Jesus Cristo operam em nós através do Seu Santo Espírito? Reconheceis serdes Santuário do Espírito Santo?
4 — Cremos na Volta de Cristo
Reconheceis que a vinda do Senhor Jesus está próxima? Credes que Ele voltará de modo visível, corpóreo e majestoso, acompanhado dos anjos do Seu poder? Credes na ressurreição dos mortos em Cristo no Dia da Sua gloriosa manifestação? Prometeis viver em santo procedimento, buscando diariamente a santificação do corpo e da alma, preparando-vos para o encontro com o Salvador? Aceitais o chamado de ser discípulo(a) e fazer discípulos, pregando o Evangelho a todas as nações?
5 — Cremos na Santidade do Corpo e da Conduta Cristã
Prometeis cuidar de vosso corpo, templo do Espírito Santo? Comprometeis-vos a alimentar-vos de forma saudável, conforme os princípios revelados nas Escrituras? Prometeis não contaminar vosso corpo com bebidas alcoólicas, tabaco ou drogas ilícitas? Reconheceis que aquilo que destrói o corpo será condenado no último Dia? Prometeis viver em santo procedimento, guardando pureza em vossas palavras, vestes e costumes? Reconheceis que toda conduta cristã é testemunho da fé, fazendo tudo — comer, beber ou qualquer outra coisa — para a glória de Deus? Prometeis fugir da imoralidade sexual, das orgias, da sensualidade e de toda forma de lascívia?
6 — Cremos na Lei Moral de Deus
Reconheceis que os Dez Mandamentos constituem a Lei moral de Deus, padrão divino de justiça para todos os homens? Reconheceis e aceitais a guarda do Sagrado Sábado como mandamento do Senhor? Prometeis obedecer às Leis de Deus reveladas nas Escrituras, não para ser salvos, mas porque já fostes salvos pela graça de Cristo? Prometeis viver em lealdade, obediência e submissão à vontade do Senhor?
7 — Cremos no Verdadeiro Culto a Deus
Aceitais prestar culto, honra e adoração somente ao Pai e ao Senhor Jesus Cristo? Renunciais agora a Satanás, aos seus anjos caídos, às obras das trevas e a toda influência diabólica? Repudiais toda forma de idolatria, satanismo, feitiçaria e espiritismo? Confessais o Eterno Pai e Seu Filho como vosso único Deus e Senhor? Prometeis viver debaixo do Governo, Autoridade e Senhorio de Deus?
8 — Cremos no Batismo Bíblico
Aceitais o batismo bíblico por imersão nas águas? Reconheceis que, pelo batismo, sois sepultados como velha criatura e ressuscitados como nova criatura para viver sempre para Deus? Aceitais ser batizado(a) pelo bispo da Igreja Protestante Adventista do Avivamento, em o Nome do Senhor Jesus Cristo, conforme o ensino apostólico?
9 — Cremos na Sã Doutrina e na Comunhão da Igreja
Reconheceis as 38 Doutrinas Fundamentais da Igreja Protestante Adventista do Avivamento e prometeis permanecer firmes na Sã Doutrina até a vinda de Cristo? Confessais que esta Igreja é parte legítima da Igreja de Deus espalhada por toda a terra? Aceitais, a partir deste dia, ser contado(a) entre os Protestantes Adventistas do Avivamento, vivendo em fidelidade à fé, disciplina e doutrina da Igreja?
10 — Cremos na Fidelidade Perpétua a Cristo
Tendes plena certeza dos votos que fazeis diante do Senhor Jesus Cristo e diante do Deus Eterno? Reconheceis que vossas palavras são testemunhadas pelos santos anjos? Prometeis viver a fé sagrada dos Protestantes Adventistas do Avivamento, ainda que isso vos custe o próprio sangue? Sabeis que maldito é aquele que põe a mão no arado e olha para trás; portanto, prometeis seguir fielmente a Deus e ao Senhor Jesus Cristo até o fim? Aceitais, pela fé, o Sangue do Senhor Jesus Cristo aspergido sobre vós para remissão e purificação? Estais plenamente conscientes das escolhas e atos que publicamente assumis neste momento?
Conclusão: Tendo o candidato respondido afirmativamente e com plena consciência a todas estas declarações e votos santos, entrará nas águas para ser entregue ao Senhor Jesus Cristo, conforme a ordenança do Evangelho, para cumprir o testemunho do batismo.
VOTOS BATISMAIS — ESTATUTO / REGIMENTO ECLESIÁSTICO
(Texto institucional, jurídico-doutrinário):
CAPÍTULO I — DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1º Os votos batismais constituem ato solene, público e consciente de fé, mediante o qual o candidato declara, diante de Deus, dos anjos e da Igreja, sua adesão voluntária à doutrina, disciplina e testemunho da Igreja Protestante Adventista do Avivamento.
Art. 2º A formulação dos votos batismais estabelece requisitos doutrinários e normativos necessários para que o candidato seja admitido ao santo batismo e, consequentemente, ao rol de membros da Igreja.
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CAPÍTULO II — DOS VOTOS BÁSICOS DE FÉ
Seção I — Da Confissão em Cristo
Art. 3º O candidato deverá:
I — reconhecer e aceitar Jesus Cristo como seu Único Senhor e Suficiente Salvador;
II — confessar que Ele é o Messias prometido, o Filho de Deus e o Mediador da salvação;
III — afirmar que n’Ele habita toda a plenitude da divindade;
IV — aceitá-Lo como Supremo Pastor e Bispo;
V — declarar fidelidade a Cristo em vida e até na morte.
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Seção II — Da Autoridade das Escrituras
Art. 4º O candidato deverá:
I — aceitar as Escrituras Sagradas, Antigo e Novo Testamento, como sua regra de fé e conduta;
II — reconhecer a Bíblia como a infalível Palavra de Deus;
III — acatar sua autoridade doutrinária;
IV — comprometer-se a obedecer, defender e transmitir a Palavra de Deus.
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Seção III — Da Fé no Espírito Santo
Art. 5º O candidato deverá:
I — professar fé no Espírito Santo como o Consolador prometido;
II — reconhecer o Batismo no Espírito Santo como obra transformadora;
III — aceitar o revestimento de poder como parte da vida espiritual;
IV — reconhecer e aceitar a atuação dos dons espirituais;
V — declarar-se templo e morada do Espírito Santo;
VI — admitir que o Pai e o Filho operam por meio do Espírito Santo.
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CAPÍTULO III — DAS DOUTRINAS FUNDAMENTAIS
Seção I — Da Segunda Vinda de Cristo
Art. 6º O candidato deverá:
I — reconhecer que a vinda de Cristo é iminente;
II — crer em Sua manifestação visível, corpórea e gloriosa;
III — confessar a ressurreição dos mortos em Cristo;
IV — comprometer-se a viver em santificação;
V — aceitar o discipulado e a missão evangelística como dever cristão.
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Seção II — Da Conduta Cristã e da Santidade do Corpo
Art. 7º O candidato deverá:
I — reconhecer o corpo como templo do Espírito Santo;
II — comprometer-se com hábitos alimentares saudáveis conforme as Escrituras;
III — abster-se de bebidas alcoólicas, tabaco e substâncias ilícitas;
IV — viver em santo procedimento nos costumes, palavras e vestes;
V — rejeitar toda imoralidade sexual, sensualidade e práticas mundanas;
VI — dedicar todas as ações à glória de Deus.
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Seção III — Da Lei Moral de Deus
Art. 8º O candidato deverá:
I — reconhecer os Dez Mandamentos como Lei moral divina;
II — aceitar a observância do Sagrado Sábado;
III — comprometer-se com a obediência às Leis de Deus;
IV — afirmar que a salvação procede unicamente da graça de Cristo;
V — declarar lealdade e submissão à vontade do Senhor.
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CAPÍTULO IV — DO CULTO E DA ADORAÇÃO AO ETERNO
Art. 9º O candidato deverá:
I — prestar culto, honra e adoração exclusivamente ao Pai e ao Senhor Jesus Cristo;
II — renunciar expressamente a Satanás e às obras das trevas;
III — rejeitar idolatria, satanismo, feitiçaria e espiritismo;
IV — reconhecer o Governo e Senhorio de Deus como autoridade suprema sobre sua vida.
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CAPÍTULO V — DO BATISMO
Art. 10. O candidato deverá:
I — aceitar o batismo por imersão como ordenança bíblica;
II — reconhecer o batismo como símbolo de morte e ressurreição espiritual;
III — aceitar ser batizado pelo bispo da Igreja, em o Nome do Senhor Jesus Cristo, conforme a prática doutrinária da Igreja Protestante Adventista do Avivamento.
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CAPÍTULO VI — DA SÃ DOUTRINA E DA COMUNHÃO ECLESIÁSTICA
Art. 11. O candidato deverá:
I — reconhecer e aceitar as 38 Doutrinas Fundamentais da Igreja;
II — comprometer-se a viver e defender a Sã Doutrina até a volta de Cristo;
III — reconhecer a Igreja Protestante Adventista do Avivamento como parte da Igreja de Deus espalhada pela terra;
IV — aceitar ser oficialmente reconhecido como Protestante Adventista do Avivamento.
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CAPÍTULO VII — DAS OBRIGAÇÕES E VOTOS SOLENES
Art. 12. O candidato deverá:
I — declarar plena consciência dos votos assumidos;
II — reconhecer que estes votos são testemunhados por Deus e pelos anjos;
III — comprometer-se a permanecer fiel a Cristo mesmo sob perseguição ou risco de morte;
IV — aceitar, pela fé, o Sangue de Cristo como purificação e consagração;
V — declarar que assume estes votos livre, pública e conscientemente.
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CAPÍTULO VIII — DA ADMISSÃO AO BATISMO
Art. 13. Cumpridos todos os votos e respondidas afirmativamente as declarações previstas neste Estatuto, o candidato estará apto a entrar nas águas batismais, sendo entregue ao Senhor Jesus Cristo conforme a ordem do Evangelho.
IGREJA PROTESTANTE ADVENTISTA DO AVIVAMENTO.
FERNANDÓPOLIS-SP / BRASIL.
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